domingo, 31 de janeiro de 2010

Amigos e Aquecimento para o Volta às Aulas



Escola Estadual Dom Lustosa



2º IV 2009




Conservatório Municipal de Música de Patrocínio


Gabriela, Bruna e Nathália


Otávio e Lucas

Larissa e Lucas





Lucas e Jéssica




Lucas e Amanda





Bruna e Lucas




Lucas, Igor e Agilmar



É AMANHÃ!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Saci de Patinete!

Pode-se dizer que o povo brasileiro é mentiroso, mas, em outro ponto de vista, pode-se dizer que ele é criativo. Prova disso é o Folclore Brasileiro. É um tanto de coisa que esse povo inventa, que espalha pra todo mundo e, cada um aumentando um ponto, chega numa história louca, criada com a participação de cada um.

E todos nós, brasileiros, conhecemos pelo menos uma história que é contada em todo esse território, cheio de gente criativa. E um dos mais intrigantes é esse do gorro vermelho. Não é o Papai Noel, é o Pererê. Saci Pererê. Tem gente que fala que ele tem alguma ligação com seres do mau, mas eu nunca tive prova nenhuma sobre isso. Esse bicho... desculpa, esse ser da imaginação é uma peste que inferniza a vida de todo mundo. Fuma aquela cachimbo fedorento, parece que nasce do pé de palmito, se locomove num redemoinho. Ah! Já ia me esquecendo: ele tem só uma perna.

Obviamente, não foram meus pais que me contaram sobre o Saci, mas eu não sei onde eu aprendi sobre essa criatura.

Mas o do gorro vermelho não é o único. Tem a sereia que também é um ser que encanta o mundo todo. (Que trocadilho horroroso!) O boto cor-de-rosa, a caipora e o político honesto também fazem parte da imaginação popular.

Outro é aquele Lampião. Sabe? Aquele da Maria Bonita? Esse mesmo. Tem gente que diz que o Lampião não pode se apagar (outro trocadilho) da nossa história, ele faz parte do nosso folclore. Um homem que matou um punhado de gente, que tocava o terror no sertão não deve ser esquecido. Esse povo tá perdido.

E quem com mais de 10 anos não lembra do chupa-cabra? Eu morria de medo daquilo. Eu acho que uma vez passou até no Linha Direta.

E tem também as histórias regionais. Não regionais, como Norte, Sul, Centro-Oeste; estou dizendo da região onde fica o arraial ou a cidade de quem inventou a história.

Quando eu era pequeno fui passar uns dias na casa de um tio na fazenda. Dizia que naquele lugar tinha tinha uma mulher que andava de branco durante a noite. Eu não me lembro, mas eu acho que ela pegava as pessoas que andavam nos pastos escuros.

E tinha a lenda de um cavaleiro invisível. Se você andasse pelas estradas escuras, você logo ouviria o barulho de patas de cavalo correndo atrás de si. Parece que ele derrubava as pessoas que estavam a cavalo.

Eu não sei como eu tive coragem de passar uma semana naquele lugar. Ah! E quando eu fui, tinha um outro visitante na casa. Esse menino era sonâmbulo e numa noite ele saiu gritando: "Quem tem latinha?"

Imagina, né! Tudo é culpa da imaginação brasileira.

Mas se não fosse a imaginação, a criatividade desse povo verde e amarelo (você é verde ou amarelo?) o Brasil não era o lugar que é hoje. E, quem sabe, a imaginação do povo não faz com que nós tenhamos uma esperança por um país melhor.

E eu acho justo representar o povo, sua imaginação e sua esperança com o símbolo do Folclore: o Pererê.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A senhora da bolsinha bege e do gato branco

Conheci-a quando eu tinha 19 anos, fazia faculdade e trabalhava num supermercado perto de casa. Dona Regina talvez seja uma das pessoas mais inesquecíveis da época que eu trabalhei atrás de um balcão.

Se eu falasse mal da dona Regina para alguém que não a conhecesse, pensariam que eu era muito insensível por xingar uma velhinha aparentemente tão doce e bondosa. Ela tinha os cabelos brancos sempre bem arrumados, óculos de armação bem colorida e o que mais caracteriza uma senhorinha simpática: as bochechas rosadas. Ela sempre andava com aquela bolsinha bege e o seu gato branco nos braços.

Dona Regina apenas aparentava ser meiga e afetuosa. Aparentava. Porque aquela mulher é do tipo que dorme com um olho aberto e outro fechado e que está sempre pronta para dar o bote. Uma mistura de raposa e cascavel.

Eu sempre ficava sabendo das notícias do bairro pela boca da dona Regina.

— Beto, você viu o que aconteceu com a namorada do Henrique da rua de cima?

Algumas notícias não passavam de acontecimentos inúteis, outras eram apenas fofocas, invenções. E as que todos do bairro comentavam, era a que dona Regina mais gostava; algumas pessoas repreendiam-na pelo seu dom “jornalístico”, mas, quando todos comentavam sobre um assunto, era a desculpa perfeita para dona Regina fazer o que mais gostava.

E quando ela não sabia o que estava acontecendo era pior ainda. Eu acho que todo o seu corpo se coçava e ela não conseguia ficar quieta. Chegava correndo no supermercado — não queria comprar nada — e ia perguntando, sem rodeios.

— Você sabe o que exatamente aconteceu com o filho da dona Margarida?

Eu sabia exatamente o que tinha acontecido com o filho da dona Margarida.

— Não, dona Regina — eu respondi. — Eu só ouço o povo comentando.

— E o que o povo anda comentando?

— Que ele foi preso, né? — Isso todo mundo sabia.

— Isso todo mundo sabe, Beto! Eu quero saber se ele foi pego com drogas?

Como é que ela fica sabendo dessas coisas, eu me perguntava.

— Dona Regina — eu tentava não ser mal-educado —, eu não fico ouvindo a conversa dos outros.

— Não fique com vergonha. Às vezes, não faz mal ouvir a conversa alheia. Eu tenho certeza que você escutou, mas não quer me dizer. Diga! Eu não conto pra ninguém que você me contou.

— Eu realmente não sei, dona Regina.

E se soubesse não lhe contaria.

E ela acreditava. Eu acho.

Depois ela sabia pra rua, toda inquieta, querendo saber as notícias sobre o filho da dona Margarida.

Além da sua intromissão na vida de Deus e o mundo, dona Regina também tinha um defeito que me enfurecia depois de algum tempo. Às vezes, todos nós pedimos desconto, mas dona Regina era todo dia. E no maior descaramento.

— Essa vassoura é R$3,65. Você faz por R$3?

— Olha, dona Regina. Eu sou funcionário. Eu não posso…

— Mas eu estou pagando à vista.

— Mas…

Eu fui obrigado a dar o desconto para a simpática senhorinha.

Depois de muito me azucrinar, eu fui conversar com o meu patrão. Contei a situação e ele me deu a liberdade de somar sempre alguns centavos a mais.

— Quanto deu? — ela perguntou.

Tinha dado R$5,40.

— Deu R$6,50.

— Você faz por R$6.

Eu ficava impressionado como ela tinha o descaramento de pedir desconto numa comprinha tão miserável feito aquela. Não me importava se estava pagando à vista. Queria ver se ela conseguiria um desconto num hiper-mercado.

— Faço, dona Regina.

Apesar de tudo, dona Regina era honesta. Ou, pelo menos, aparentava.

Ela tinha comprado uma dúzia de ovos e dois refrigerantes — “Faz por R$6?”. Ela saia com uma sacola pesada e outra com os frágeis ovos brancos.

Não sei se foi premonição, mas eu acho que senti que ela não conseguiria segurar aquelas duas sacolas. Não deu outra. Os ovos caíram no chão.

Eu corri logo para ajudá-la e ofereci outros ovos.

— Não se importe, Beto. Eu levo quebrado.

— Claro que não, dona Regina.

— Não se preocupe.

— Me dá a sua sacola, dona Regina.

Eu senti que ela segurava a sacola com uma força desnecessária. Meus olhos encontraram os dela. Eu não consegui ler seus sentimentos por aqueles olhos verdes.

Peguei a sacola e fui trocar os ovos.

18 ovos? Ela tinha dito que tinha pegado uma dúzia. Ela queria levar mais seis como brindes. E ainda pediu desconto?!

Tirei os quebrados e coloquei uma dúzia de ovos inteiros. Entreguei para ela. Eu senti que ela esperava que eu dissesse alguma coisa. Mas eu não disse nada.

Eu poderia me vingar, fazendo com que ela sentisse o que os outros sentiam quando eram malditos pelas costas. Mas não. Preferi ficar calado.

Fiquei impressionado como dona Regina soube guardar um segredo.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Qual a continuidade mais aguardada de 2010?

O ano de 2010 começou há algumas semanas, mas nós sempre estamos com os olhos para o futuro. E esse ano, o cinema nos aguarda muitas novidades. Mas também as continuidades serão destaque nas principais bilheterias. Por isso, o Blog do Lucas e o Café e Pipoca farão a pesquisa das sequências mais aguardadas para 2010.

Os indicados, em ordem alfabética, são:

1. Eclipse
2. Hairspray 2
3. Harry Potter e as Relíquias da Morte
4. Jogos Mortais VII
5. Shrek para sempre
6. Sexy and the City 2
7. Toy Story 3

Vote e aguarde o resultado em fevereiro e mais novidades sobre os lançamentos.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Uma Palavra-Chave (Capítulo 2)

Queria ser modelo. Imaginava-me desfilando enquanto eu caminhava como florista no casamento da minha tia.

No início, eu seria modesta e começaria na agência de modelos da cidade, que funciona num prédio desgastado no centro comercial.

Num evento na capital do estado, uma etilista me elogiaria para o dono de uma agência. Ele descobre que eu sou a modelo que ele precisava.

Compraria um apartamento no Rio de Janeiro e moraria com mais duas amigas modelos.

A agência me chamaria para uma campanha que me levaria para Nova York. De lá, viajaria para Milão, Roma, Paris, Tóquio e Berlim.

Faria um casamento com um jogador de futebol americano que acabaria em cinco meses.

Meu rosto estaria em todas as capas de revista do mundo quando eu seria considerada a modelo mais bem paga do planeta.

Me casaria novamente com um bonitão de Hollywood e teria uma linda filha: Sophia.

Voltaria para o Brasil apenas para umas aparições no São Paulo Fashion Week ou para uma propaganda publicitária.

Uma palavra-chave: QUERIA.

Queria ser essa mulher maravilhosa aí em cima se eu não tivesse engravidado aos 16, meu pai não tivesse me obrigado a casar com o pé-rapado do meu namorado, se eu não tivesse de enfiar a barriga no fogão e, quinze anos depois do casamento, minhas roupas não fossem do tamanho 56.

Eu queria…

sábado, 16 de janeiro de 2010

Uma Palavra-Chave (Capítulo 1)

Queria ser jogador de futebol. Gostava de me imaginar um profissional enquanto jogava no campinho do bairro.

Queria treinar no clube da cidade; toda tarde, reunir com os garotos da minha idade e escutar as ordens do técnico naquele precário vestiário.

Um dia, alguém reconheceria meu talento e me convidaria para um clube de respeito no estado e eu seria o artilheiro do Campeonato Sub-17.

Ficaria famoso e logo seria capitão de um time da Série A do Brasileirão. Levantaria a taça já pensando na Libertadores no ano seguinte.

Um time europeu me contrataria por dezenas de milhões e eu ficaria famoso no mundo inteiro, principalmente depois de fazer o gol decisivo da Final da Copa do Mundo, com Brasil e França.

Depois de ter ficado rico, tido três filhos com duas das mais famosas top models do mundo e construído uma mansão em Florença, voltaria para o Brasil.

Talvez eu ainda terminasse minha carreira no clube que eu comecei, ou, quem sabe, me aposentaria com 35 anos.

Uma palavra-chave: QUERIA.

Talvez eu fosse mesmo esse cara aí em cima se minha namorada não tivesse engravidado, meu sogro não tivesse me obrigado a casar com ela quando eu tinha 17 anos, meu pai não me fizesse trabalhar na lavoura e, quinze anos depois do casamento, eu não pesasse 102 quilos. E não é de músculos.

Eu queria…

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Cheiros da vida

De muitos tempos para cá, eu comecei a perceber o quanto o cheiro das coisas me deixa emocionado e me dá muito mais prazer do que outras coisas. Não sei se o porquê seja os meus óculos de três graus ou minha audição não muito aguçada, mas o olfato é o sentido que mais me intriga.

Fazendo uma pequena pesquisa, eu descobri que o olfato é o primeiro dos sentidos humanos a amadurecer. Na verdade, o olfato foi o primeiro sentido desenvolvido pelos homens primitivos.

Uma pesquisa sueca mostra que a memória aromática é longa e persistente: um grupo de suecos de 75 anos participou dessa experiência. A conclusão foi que os indicadores aromáticos evocavam pensamentos relacionados à primeira infância.

Não sei se meu interesse despertou minha sensibilidade olfativa, mas eu me emociono muito com uma lembrança vinda com o cheiro.

Claro que todas as pessoas tem cheiros gravados em suas mentes, como o cheiro de um livro, o cheiro da comida da sua mãe ou do perfume do namorado, mas eu não sei se todas as pessoas chegam a chorar por um cheiro.

Por várias vezes, eu estava andando na rua e senti um cheiro conhecido. Eu paro imediatamente, fecho os olhos e sinto aquele aroma. Dependendo, meus olhos se enchem de lágrimas. É muito estranho. Poderia me emocionar se fosse o cheiro da roupa de um parente falecido ou de um amigo que foi embora, mas não. São coisas muito simples.

Andando pelas ruas, eu parei atrás de um carro. Corolla, não me lembro. Só sei que ali, atrás daquele carro, eu conseguia sentir o cheiro de um amigo que eu conhecia há seis meses. Mais tarde, em frente a um velho hotel aqui da cidade, eu senti o cheiro de outra amiga. Eu não a conhecia muito bem, mas aquele cheiro era idêntico ao dela.

Será que alguém já se emocionou desse jeito?

Num supermercado, eu senti o cheiro de uma amiga que conheço há seis anos. Era a seção de limpeza. Nesse dia foi sério. Eu fiquei ali parado por muito tempo, sentindo aquele cheiro. Eu não converso com ela com tanta frequência, como anos atrás, mas aquele cheiro, sem dúvida, era dela. Quando fui para a escola dias depois, eu procurei por ela. Queria dar um abraço nela. Me deu uma vontade tão grande de chorar quando eu senti o cheiro dela, o aroma do cabelo dela.

Essa outra lembrança foi mais perturbadora. Eu precisava ligar para meu pai e parei num orelhão. Eu tinha uns 13 anos aproximadamente. Quando eu entrei debaixo desse orelhão eu senti um cheiro que me arrepiou todo. Eu liguei para o meu pai e, depois, fiquei ali tentando descobrir que eu conhecia aquele cheiro. Quando eu lembrei que aquele cheiro era da minha sala de aula do jardim de infância eu fiquei mais assustado. Fazia uns 7 ou 8 anos que eu não ia naquela antiga escola! Foi desde então que eu comecei a me interessar por isso.

Hoje, eu estava sem inspiração para escrever e esse assunto me veio na cabeça quando outra experiência me aconteceu. Quando eu estava voltando para casa, há uma hora, eu senti um cheiro maravilhoso. Estava de bicicleta e não consegui sentir aquele cheiro perfeitamente. Tentei reconhecê-lo. Era cheiro de carne assada e shampoo. É. Se eu fosse seccionar aquele cheiro seria em carne assada e shampoo.

Amanhã, vou passar pelo mesmo caminho e tentar me lembrar em que momento da minha vida esse cheiro ficou gravado na minha memória.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Bar para solteiros (Parte II)

Para ler a Parte I, clique aqui.


(David acabou de flagrar Doraci no banheiro masculino, de um bar para solteiros, com um homem sem calças atrás dela.)

HOMEM: Não é nada disso que você está pensando!

DAVID: (para o homem.) EU NÃO FALEI COM VOCÊ! (Para Doraci.) Fala, Doraci! O que você está fazendo aqui?

DORACI: Calma, David! Eu tô acompanhando a Natasha. Ela tá arrasada com a separação com o Afonso. E, o banheiro, eu errei. Nunca vim nesse bar. Há muito tempo eu não sou solteira.

(David parecia não prestar atenção.)
DAVID: A Natasha tá aí? Meu Deus! Eu vim acompanhar o Afonso! Eles vão se matar.

(David e Doraci saem correndo.)
HOMEM: Merda! Perdi uma solteira!

HOMEM ATRÁS DELE: Eu também sou solteiro.

(David e Doraci estão correndo pelas mesas.)
DORACI: Ela tava aqui. (Vira-se para uma moça.) Você viu aquela mulher que tava sentada comigo?

(Várias pessoas viraram seus pescoços.)
DORACI: Calma, gente! É só minha amiga.

MOÇA: Ela saiu com um homem bonito. Desgraçada. Eu tava de olho nele e aquela neguinha nem deu chance.

(David sai disparado. Doraci está atrás. Encontram Afonso tentando conter os tapas de Natasha.)
NATASHA: Seu vagabundo! Aquela barata também não te aturou?

AFONSO: Calma, querida! Aqui, ó! O David pode me ajudar a explicar o que aconteceu!

DAVID: Posso?

AFONSO: Aquela moça, a Lily, não é sua prima, David?

NATASHA: Prima do David?

DORACI: Sua prima, David? Eu não conheço nenhuma prima sua que se chame Lily!

DAVID: É… a… Lily, ela não é minha prima de sangue, sabe? Eu só chamo ela de prima. Ela… é namorada do meu primo… Diogo. Ela é namorada do Diogo.

AFONSO: Viu? Ela não é minha amante. Ela tem até namorado.

NATASHA: E o que ela tava fazendo no seu colo?

AFONSO: Colo? Ilusão de ótica, querida! Eu tava… eu tava.. ajudando… a tirar um… carrapato do dedo dela.

NATASHA: Carrapato?

AFONSO: E dos grandes.

(Natasha sorri.)
NATASHA: Estou tão envergonhada de ter desconfiado de você, amor?

AFONSO: Eu não te disse que não era nada do que você estava pensando! (Se beijam.)
(Sozinhos no carro, David está aliviado e Doraci calada demais.)
DAVID: Que bom que tudo acabou bem!

DORACI: Pensando bem, eu também não conheço ninguém na sua família que chame Diogo.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Bar para solteiros (Parte I)

(Doraci está num bar, sentada à mesa com a amiga Natasha, uma negra linda e esbelta. Natasha está se debulhando em lágrimas.)

NATASHA: O que ela tem que eu não tenho? Fala, Doraci! Aquela magrela não tem esse bronzeado natural que eu tenho!

DORACI: É, ela não tem.

NATASHA: Por quê? Por que ele preferiu aquela branquela, Doraci? Aquele cafajeste, vagabundo, filho da…

DORACI: Calma, Natasha! Não precisa se exaltar! Você está muito nervosa e, assim, você vai fazer coisas que pode se arrepender depois!

NATASHA: (mais calma.) É. Você tem razão.

(As duas trocam sorrisos. Doraci examina o lugar.)
DORACI: Lugar simpático, esse, né?

NATASHA: Foi aqui que eu conheci o Afonso. É um bar para solteiros à procura de parceiros.

DORACI: BAR PARA SOLTEIROS?! Natasha, eu não sei se você se lembra, mas eu sou casada. Na verdade, eu nem sei mais. Eu acho que aquele rapaz é amigo do David e eu sorri pra ele várias vezes.

NATASHA: Calma, Doraci.

DORACI: Eu vou ao banheiro e tentar achar uma mesa lá no fundo. Caso contrário, nós vamos embora imediatamente.

NATASHA: Doraci! Doraci! Droga! Por que eu abri a boca?

(Doraci foi ao banheiro tentando esconder o rosto com os cabelos. Entra no banheiro. Empurra a porta de uma das divisórias e vê um homem com as calças abaixadas.)
DORACI: Ai, meu Deus! Desculpa!

HOMEM SEM CALÇA: Agora já é tarde! O banheiro feminino é do outro lado do salão. Mas… já que a gente tá aqui, sozinhos. A gente podia conversar.

DORACI: Seu tarado! (Vira-se de costas para sair do banheiro.)

(Esbarra num homem entrando no banheiro.)

DORACI: (com a cabeça baixa.) Desculpa.

(O homem reconhece a voz.)

DAVID: DORACI!

DORACI: (virando-se.) DAVID! Pode ir me explicando essa história direitinho. O que você está fazendo num bar para solteiros?

DAVID: Doraci, eu que sou a vítima. Você é que tem que me explicar alguma coisa. O que você está fazendo num bar para solteiros dentro de um banheiro masculino?

HOMEM SEM CALÇA: Não é nada disso que você está pensando!

Continua...

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Big Brother Brasil 10


Realmente, a direção do BBB10 escolheu “a dedo” cada um dos participantes do reallity show.

Não vou falar muita coisa — porque, também, eu não sei muita coisa —, mas no site da Globo nós já podemos ver os 15 selecionados para a “casa mais vigiada do país”.

Eu não sei o que eles — diretores do programa — esperam com uma seleção mais maluca que “A Fazenda”. Por enquanto, são 15 selecionados, com mais dois “lugares” disponíveis:

Alex – São Paulo – 36 anos – Advogado – Curiosidade: Diz ser incapaz de ter “duas caras”.

Anamara – Juazeiro – 25 anos – PM – Curiosidade: O seu Orkut revela que ela colocou silicone antes de ser selecionada.

Ana Marcela – Recife – 25 anos – Estudante – Curiosidade: Se autodenomina “baladeira”.

Angélica – Uberlândia – 24 anos – Jornalista – Curiosidade: Apresenta um programa de esporte na TV local de Uberlândia.

Carlos – Rio de Janeiro – 24 anos – Personal Trainer – Curiosidade: Kadu, como é conhecido, já ganhou um concurso de corpos esculturais e diz querer ser o novo galã.

Cláudia – Ribeirão Preto – 28 anos – Empresária – Curiosidade: Adora micareta.

Dicesar – São Paulo – 44 anos – Maquiador – Curiosidade: É uma Drag Queen, conhecido como Dimmy Kieer, amigo de Salete Campari e Nani People.

Elenita – Brasília – 30 anos – Doutora em Logística – Curiosidade: Nada confirmado, mas… Elenita seria homossexual.

Eliane – São Paulo – 28 anos – Dançarina – Curiosidade: Eleita Garota Fitness 2008 e é fã de raves.

Eliéser – Maringá – 25 anos – Engenheiro Agrônomo – Curiosidade: Também é modelo e foi Mister Ecologia Paraná 2008.

Fernanda – São José dos Campos – 28 anos – Dentista – Curiosidade: É baladeira, surfista e diz-se romântica.

Michel – São Paulo – 30 anos – Publicitário – Curiosidade: É judeu e gosta de U2, Beatles e Coldplay.

Sérgio – São Paulo – 20 anos – Estudante – Curiosidade: É homossexual assumido e é conhecido na balada com “Sr. Orgastic”.

Tessália – Curitiba – 22 anos – Publicitária – Curiosidade: Tem mais de 100 mil seguidores no Twitter.

Uillian – São Paulo – 23 anos – Professor de dança – Curiosidade: Também é barman e ator.

Por enquanto é só. A partir de terça-feira que vem, não vai faltar assunto.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Os melhores filmes da década

O ano de 2009 marcou o fim de mais uma década e, por causa disso, vários sites fazem as suas listas dos melhores. Uma coisa muito interessante é a lista dos Melhores Filmes da década.

Eu li diversas, concordei com algumas, discordei de outras, mas, para não ficar contrariado eu resolvi fazer a minha própria lista dos meus filmes favoritos. O Blog Do Lucas não podia ficar de fora.

20º lugar: As branquelas – Não sei se é porque eu assisti muitas vezes, mas ficou no último lugar.

19º lugar: Billy Elliot – O filme é bom, emocionante, mas foi no início da década, tem muito tempo… então.

18º lugar: Efeito Borboleta 2 – Gostei muito. Agradeci quem me indicou.

17º lugar: Harry Potter e a Ordem da Fênix – Um dos melhores filmes da série.

16º Piratas do Caribe: O baú da Morte – A Disney caprichou nesse filme. Adoro o Jack Sparrow.

15º lugar: Primo Basílio – Tinha que ter pelo menos um brasileiro. Adorei esse.

14º lugar: O Segredo de Brokeback Mountain – Trataram do assunto como deve ser tratado.

13º lugar: Todo Poderoso – Um dos filmes que eu mais ri na época do lançamento.

12º lugar: O conde de Monte Cristo – Assisti esse por acaso. Fiquei fissurado.

11º lugar: Harry Potter e a Pedra Filosofal – A novidade arrebata a gente.

10º lugar: Batman: Cavaleiro das Trevas – Assisti por causa do Heath Ledger e fiquei encantado
com o filme.

9º lugar: Anjos e demônios – Já tinha lido o livro. É de tirar o fôlego: típico do Dan Brown.

8º lugar: Lua Nova – Esperei ansiosamente e esse excedeu minhas expectativas.

7º lugar: O dia depois de amanhã – Posso ver esse filme um milhão de vezes e mesmo assim me tira o sossego.

6º lugar: As crônicas de Nárnia e o príncipe Caspian – Não esperava muito por causa do primeiro, mas esse é fantástico.

5º lugar: Pequena Miss Sunshine – Chorei de rir. Muito criativo.

4º lugar: Piratas do Caribe: A maldição do Pérola Negra – Realmente, a novidade nos arrebata.

3º lugar: Shrek 2 – É bom demais. Eu adoro o Burro e o Gato de Botas.

2º lugar: As férias de Mr. Bean – Já vi muitas vezes e rio como se fosse a primeira vez. É bom demais.

1º lugar: Ratatouille – Maravilhoso. Nunca pensei que um filme de desenho animado ia me fazer chorar. É lindo, emocionante, bem feito… Sem palavras.

Essa é a minha lista. Concordou? Discordou? Deixe seu comentário e um filme que você acha que faltou nessa lista.


A lista oficial do site AOL Moviefone confira no Café e Pipoca (clique aqui).