segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O bigode



No último sábado, eu decidi mudar: deixei o bigode. Gosto de mudar o modelo da minha barba de vez em quando, porque eu não opção pro meu corte de cabelo. É sempre o mesmo. Então, eu deixo as costeletas, a barba toda, o cavanhaque, uma barbicha e, no último sábado, eu resolvi deixar o meu bigode.

Fiquei dentro de casa durante todo o final de semana até que hoje eu decidi dar uma volta. Fui ao cinema todo trabalhado na sensualidade forever alone, de mãos dadas comigo mesmo, triste, deprimido, cabisbaixo... Mentira! Tava super entretido com um joguinho do meu celular enquanto eu esperava pelos trailers.

No meu lado esquerdo, tinham dois meninos de uns 16 anos conversando sobre futebol, escola e... eh... outras coisas! Meus dedos estavam concentrados no joguinho, mas meus ouvidos, treinados pra isso, estavam prestando atenção na conversa deles.

Percebi que eles estavam esperando um terceiro amigo e um deles precisava buscá-lo na entrada da sala. Mas o cinema tava lotado. Um deles precisava ficar segurando dois lugares, mas... não dava.

— Pede o homem aí!

Nem liguei. Não era comigo, mesmo. Foi quando um dos meninos me deu um tapa na cara. Quer dizer, não foi um tapa, mas foi quase. Senti uma mão gelada no meu braço e uma voz tímida:

— Moço...

Eu olhei tipo “Hã? Tá falando comigo?”.

— Moço, você pode segurar o lugar pro meu amigo enquanto ele vai ali embaixo?

Meu Deus do Céu! Me senti o moço da padaria, o moço do açougue, o moço do picolé. Tipo, eu me senti um velho (que dramático)! Ao invés de usar “você” esse menino devia ter usado “senhor”.

— Eh... eu... eu vou colocar minha blusa e minha carteira. Pode ser?

— Sabia que pode ser, pode ser muito bom.

Ele não disse isso, mas fez um movimento com a cabeça que eu faria depois que meu pai dissesse:

— Eu deixo você sair hoje, meu filho.

Mas o bigode valeu pelo test-drive. Amanhã é feriado e depois de amanhã tem aula. Com certeza, eu não vou aparecer na faculdade com o meu bigode loiro. Bem, eu provavelmente não iria contar isso pra ninguém, mas eu não consigo. Não basta narrar a história milhares de vezes pra todos que eu conheço, cada vez de um jeito, aumentando um ponto, diminuindo outro pra história ficar mais interessante... Eu tenho que postar no blog pra que a fofoca ande mais rápido. Ria da minha cara antes que eu ria da sua.

3 comentários:

Paula Peixoto disse...

Acho que uma palavra resume meu sentimendo por essa postagem. E essa palavra é BEGODE!

# GabiiCiribelli disse...

omG.não bastavam duas taturanas?! õO HASUAHUSHAUHSUA/zuuas
>olha o begode aew geente ♫ kkkkk
tira isso. bigode jah eh feio
loiro entao, ngm merece ! HSUAHUS
mais ao menos sentiu a sensação neh!
agora pode tirar! (=

L.H.C disse...

sério, ri mesmo! Olha só a diferença que fez o tal bigode hein? Imagina na faculdade?
Ah, obrigada pelo comentário no In My Place!
bjo