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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Experiências e reflexões sobre Game of Thrones


Obs.: Leia sem medo; não solto nenhum spoiler.

A primeira imagem era um enorme portão de madeira aberto no meio de uma muralha de gelo que se estendia até se perder de vista no horizonte; dele, três cavaleiros cobertos de peles negras cavalgavam seus garranos. Isso foi há mais de um ano, quando numa tarde de domingo despreocupada eu comecei assistir à primeira temporada de Game of Thrones. Não foi preciso muitos dias para que eu já estivesse de quatro pelos personagens da série.

Depois de assistir aos dez primeiros episódios da série de TV, foi um passo muito curto para que eu comprasse os livros e me mudasse para Westeros, com uma espada de um lado e um saco de dragões de ouro do outro. Depois de vários meses, enfim, eu terminei a leitura dos cinco livros publicados e das três temporadas produzidas pela HBO.

Foi um convívio intenso com os livros: nas rodoviárias, nos ônibus, jogado em algum canto da minha casa, eu sempre estava com um daqueles calhamaços de 800 páginas na mão. As crônicas de Gelo e Fogo tornaram-se o meu vício, a minha mania constante. Quando eu não estava lendo um dos livros, eu estava em algum blog ou site sobre a série: mas, como diria Melisandre, a noite é escura e cheia de terrores spoilers, então encontrar algumas revelações bombásticas era inevitável para minha mente curiosa.


No início, eu achava que era uma injustiça dizer que As crônicas de Gelo e Fogo era melhor que Harry Potter ou que era uma heresia dizer que era melhor que O Senhor dos Anéis, mas hoje eu dou minha cara à tapa e enfrento quem quiser me desafiar num duelo singular (Quem é você para falar de Gayme ofi Tônis?). É como eu ouvi certa vez: essa rivalidade entre os fãs é saudável; é como se fosse o fanatismo dos torcedores de times de futebol transferido para o mundo nerd. Mas, por favor, prepare os argumentos antes de passar vergonha!

Eu passei o final da minha adolescência lendo fantasias infanto-juvenis que envolviam bruxos, vampiros e semideuses, mas agora aquilo já não me satisfaz. Agora eu passo horas e horas (pelas minhas contas foram mais ou menos 222h nove dias e meio para ler a série) para passar mais um tempinho com meus personagens favoritos.


E eu tenho certeza que quando eu ler outros livros a partir de agora vou sentir falta dos sonhos infantis e da ingenuidade da Sansa Stark, do caso incestuoso entre Jaime e Cersei Lannister, dos dragões e das “relações diplomáticas” encaradas pela Daenerys Targaryen, do sangue quente dos habitantes de Dorne, dos Caminhantes Brancos que habitam as terras Para Lá da Muralha, do amor incandescente que o Loras Tyrell sentia pelo rei Renly Baratheon, do temperamento psicopata do Ramsay Snow

E ainda têm os planos gigantescos do Petyr Baelish, que meu cérebro tão inexperiente não consegue descobrir o alcance verdadeiro; as maquinações da Senhora Coração de Pedra que muito me intrigam; a perspicácia e o poder de persuasão do Tyrion Lannister; e do treinamento pelo qual a Arya Stark está submetida do outro lado do Mar Estreito. 

Sem falar dos juramentos honrados, das visões que aparecem nas chamas, dos navios, dos lobos gigantes, dos bastardos, dos saques, dos estupros, dos Sete Deuses, dos Deuses Antigos, de R’hllor, dos wargs, do Rei Menino, das descrições de refeições que duram páginas e páginas e do inverno que está chegando.


E algumas pessoas, quando me veem com um dos livros ou quando descobrem que eu tenho todas as temporadas da série no meu computador, me perguntam:

É sobre o que essa série?

É uma fantasia medieval eu me limito a dizer para não tomar as próximas três horas do dia da pessoa.

Mas qual é a história principal? Quem é o personagem central? algumas ainda insistem.

Bem, se você quer começar Game of Thrones esqueça essa de história principal: uma rainha, um bastardo, o comandante de um navio, um menino paraplégico, uma menina cega ou um fantasma podem se tornar os protagonistas em algum momento: é a partir de seus pontos de vista que veremos a história. E qualquer um deles pode morrer na próxima página com um punhal, uma espada ou um arakh dothraki que os cortará do ombro até a virilha. Valar morghulis! Mas um certo deus vermelho é solícito se a prece for feita com muita fé...


Eu trouxe Game of Thrones para a minha vida e descobri que nosso dia-a-dia é um grande jogo, uma grande dança: só sobrevivem os que conseguem dançar conforme a música, os que conseguem compreender significados ocultos nas palavras do oponente, os que conseguem sorrir e chorar conforme a ocasião pedir. Jogar esse jogo com pessoas reais é mais excitante que uma partida de cyvasse.

Game of Thrones tanto me proporcionou momento de excitação, como os capítulos finais de Cersei, Arianne e Sansa em O Festim dos Corvos, quanto momentos de desolação, de luto, como o Casamento Vermelho, em A Tormenta de Espadas (a versão da TV me deixou com taquicardia, em estado de choque) e o antipenúltimo capítulo de A Dança dos Dragões, que me deixou com as mãos tão trêmulas que quase não me deixavam segurar o livro de 864 páginas!

Se formos muito otimistas, podemos esperar o próximo volume da série, Os Ventos de Inverno, chegando às livrarias em 2015 (eu espero que sim, George Martin!), mas, enquanto isso, vou ir sonhando com os personagens e inventando teorias das mais absurdas para satisfazer o meu vício.

sábado, 16 de março de 2013

Numa curva da estrada




"Viajando solitário
Mergulhado na tristeza
Numa curva da estrada
Eu tive uma surpresa
Uma loira encantadora
Bonita por natureza
Me pediu uma carona
Eu atendi com destreza
Sentou bem pertinho de mim
Com muita delicadeza
O meu carro foi o trono,
Eu passei a ser o dono
Da rainha da beleza
Foi o dia mais feliz
Que o meu coração sentiu
Mas meu mundo encantado
De repente destruiu
Ao ver a loira tremendo,
Gemendo e suando frio
Parei o carro depressa
Na travessia de um rio
Enquanto eu fui buscar a água,
Que tão triste ela pediu
Ouvi cantar os pneus
E me dizendo adeus
Com meu carro ela sumiu
Somente um bilhetinho
Na estrada eu encontrei
Quando acabei de ler
Emocionado eu fiquei
No bilhete ela dizia
Por você me apaixonei
Só peço que me perdoe,
O golpe que eu lhe dei
Para alimentar a esperança
O seu carro eu levarei
Me procure por favor,
Quando me der seu amor
O carro lhe entregarei
Quem estiver me ouvindo
Preste muita atenção
O meu carro não tem placas
Mas vou dar a descrição
É branco e tem uma loira
Charmosa na direção
Dou o carro de presente
A quem fizer a prisão
Por ela ter roubado o carro
Já dei a absolvição
Mas vou lhe dar um castigo
Vai ter que viver comigo,
Por roubar meu coração."
Uma história linda que merece ser compartilhada pelo simples fato de ter sido contada com tanta simplicidade. 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Em Preto e Branco

Olá, pessoas!

Agora que eu decidi me desligar do meu outro blog (aquele que eu tinha me colocado à disposição para comentários sobre artes e tals), esse aqui vai ficar diferente: agora que eu sei como é que a banda toca no Atrs.com, eu já me sinto seguro pra falar de cinema, música e televisão sem ser chato e bancar uma de intelectual fazendo reviews sem nenhuma experiência para tal: encaixar tudo aqui nesse quebra-cabeça que eu monto desde 2009.

Enfim... Para começar essa história toda, resolvi fazer mais uma dessas listas que eu amo fazer: listas que servem para satisfazer a minha necessidade de organizar tudo. Mas, de qualquer forma, servem de entretenimento, cabem no blog e fazem com que todos me conheçam mais um pouco: que são as funções de um blog.

Queria postar alguns clipes que eu gosto e resolvi fazer esse post com os melhores clipes em preto em branco. Para mim, é claro! Além disso, decidi que todos os clipes deveriam ser de cantoras do sexo feminino pra tudo ficar mais organizado.

Então, vamos ao... Tooooooooooop Five em Preto e Branco. Vai, vai, vai, tchan nan nan.

5º lugar: You're Still The One - Shania Twain


Essa é uma das músicas que eu aprendi a gostar com minha mãe. Eu encontrei esse clipe num desses DVDs "100 clipes de temas românticos dos anos 90", ou algo parecido, e me encantei. Eu já conhecia a música de outros tempos, tema da novela Corpo Dourado (uma das melhores trilhas sonoras com músicas que eu adoro do Paulo Ricardo e da Déborah Blando), mas o clipe era inédito pra mim. Sinceramente está na lista dos meus favoritos, mas ficou em 5º lugar por não ser preto e branco, e sim preto e escalas de azul. Diga Shania várias vezes seguidas: Shania, Shania, Shania... É engraçado.

4º lugar: You da One - Rihanna


Tudo bem, eu sei que o clipe não é totalmente em preto e branco, mas... regras são feitas para serem quebradas. Na verdade, eu nem sei porque eu as invento. Enfim... Esse clipe é do fim do ano passado e eu acho que foi um dos únicos que eu assisti na época da estreia (outros como Fergalicious, da Fergie, eu assisti muitos anos depois). Gosto dessa nova fase da Rihanna e, se ouvirmos músicas de alguns anos atrás, como Take a Bow e a insuportável Umbrella, é perceptível o crescimento que ela teve. E é muito sexual, sensual...

3º lugar: Back to Black - Amy Winehouse


Assim como Michael Jackson, eu só fui me interessar por Amy Winehouse depois de sua morte. Até aí eu só conhecia Rehab e olha lá. Mas numa madrugada, muitos meses atrás quando eu pesquisava sobre R&B, blues e afins, eu encontrei esse clipe e me apaixonei por seu visual, pela voz da Amy e pelo conjunto da obra. Continuo sem conhecer Amy Winehouse profundamente (se bem que eu conheço pouquíssimos artistas profundamente), mas Back to Black é minha música favorita.

2º lugar: Girl Gone Wild - Madonna


Como sobreviver? Sempre que eu vejo a Madonna, duas perguntas me veem automaticamente: como ela sobreviveu aos anos 80 e como uma senhora de 54 anos consegue fazer proezas que me deixaria entrevado numa cama? É estranho pensar que ela é apenas um pouco mais "jovem" que minha avó. Não conheço toda a discografia da Madonna e não conheço a sua evolução, mas é incontestável a qualidade da música (assim como do clipe) de Girl Gone Wild. Fãs da Lady Gaga acusaram-na de copiar o clipe de Alejandro, mas... queridos little monsters, enquanto a Gaga tenta ser polêmica, a Madonna já é apenas por respirar. Falta de serviço!

1º lugar: Dance for you - Beyoncé.


Eu não consigo imaginar uma artista mais completa que a Beyoncé. Ela ia ficar aqui no primeiro lugar de qualquer forma: primeiro por ser minha artista feminina internacional favorita e também por ser uma das que mais tem clipes em preto e branco: Ego, Diva, If I Were a Boy, Single Ladies, e mais um monte. Mas atualmente estou hipnotizado pelo clipe de Dance for you. Tenho o DVD Duplo e nunca parei para assistir aos clipes: só queria ver o show. Mas quando me deparei com essa obra de arte... Algum dia eu tentarei imitar diante do espelho.

Beijos, abraços e apertos de mão! Com a volta da minha rotina normal, penso que as coisas voltarão aos eixos aqui no blog também.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Eu não entendo: funkeiros no ônibus


“E a maconha tá tendo
Balinha tá tendo
É droga pra caralho
Que os moleque tá vendendo.”
Tá tendo, MC Rodolfinho

Desde que me mudei para Uberlândia, eu adquiri um hábito que se encaixa perfeitamente no meu estilo de vida. Sempre que eu vou para alguma boate no centro da cidade, eu prefiro virar a noite na rua pra não precisar desembolsar dinheiro para o táxi: espero até às 5:30 da manhã, hora em que os ônibus começam a rodar, e pago R$1,56 (preço para estudantes) para voltar pra casa (diferente dos R$19 que eu pagaria para ir de táxi).

Foi o que eu fiz na manhã de ontem. Eram 6 horas da manhã quando eu subi num dos três ônibus que eu preciso pegar para chegar em casa. Sentado no fundão, ouvi um rapaz selecionando a música que ele deixaria reproduzindo no player do seu celular. Por algum motivo infernal, ele escolheu a música acima.

Por quê, mundo? Por que a pessoa não pode aproveitar a viagem de ônibus em silêncio? E por que esse indivíduo faz com que todos no ônibus sejam submetidos a essa tortura? O problema não é nem pelo gênero (inclusive, eu estava voltando de uma festa de funk), mas a falta de desconfiômetro, de senso, de noção desse sujeito que pensa que vive num mundo só dele.

Nessa hora eu já estava com minha bateria quase completamente descarregada: meus olhos se fechavam sem que eu percebesse. Nesse delírio, eu imaginei o seguinte diálogo:

— Moço, não tem como você abaixar o volume, não? Só um pouquinho. É que eu tô com dor de cabeça.

— Vá lá pra frente, maluco! Não vou abaixar porra nenhuma.

— Então, faz outro favor pra mim: bate essa sua cabeça oca no vidro e pula lá de fora com o ônibus em movimento.

No meu delírio, ele me obedecia; mas, na vida real, eu tenho certeza que ele teria me apagado ali mesmo.

Depois disso tudo, eu pensei em escrever um texto aqui no blog e comecei a me lembrar de algumas coisas que eu tinha visto na internet. Não vou expor minha opinião em palavras, mas vou mostrar o caminho das pedras para que vocês me acompanhem. Essa segunda parte é um pouco diferente do que os textos do Não entendo sempre pretenderam.

O primeiro vídeo é bem pequeno: é do professor Gil Brother. Ele é um personagem que eu já conheço há algum tempo e, no mês passado, acabei encontrando esse vídeo do seu canal Away. Dá o play ali embaixo pra gente ver junto.


Não estou aqui para falar de sua frase “Umas música que tem que ficar dentro de balada GLS”, mas sim do modo como ele pretende tratar os funkeiros (Outra opinião aqui). Confesso que ri muito no trecho entre 02:23 e 02:42. Acho o Gil Brother engraçadíssimo, mas... Bem, eu disse que eu não ia dizer o que eu pretendo mostrar. Vamos continuar!

Tenho a mania de ler os comentários nos vídeos do YouTube. E acabei encontrando essa preciosidade. Existem comentários bem piores, mas a importância desse é pela quantidade de pessoas que “deram joinha” nesse aí embaixo.



Que menino gente boa! E o que dizer do vídeo do Gil Brother agora? Nossa, mas o vídeo é uma coisa tão inocente, tão engraçado. Stand up! 

Mas acabamos de ver um comentário com 52 "curti" que..? Tempo para pensar!

Bem... E que tal a gente dar uma passadinha lá no R7 pra conferir umas notícias? Notícia contemporânea ao comentário do "pirikiteiro".


Quero me atentar a um pequeno trecho da notícia (Link da notícia): “Após o sepultamento, a mãe do estudante, Josefa Batista da Silva, falou sobre o filho, morto a tiros na quarta-feira (24). — Um garoto alegre, brincalhão, não fazia mal a ninguém. Foram fazer uma covardia dessa com meu filho.” Não sabemos se essa fala é real, mas é perfeitamente possível de ser. E o efeito dela é importantíssimo para o que eu quero dizer. Mesmo sem dizer!

Não quero falar sobre a importância dos variados gêneros no cenário cultural brasileiro (funk, sertanejo, rock, samba e tantos outros que sofrem preconceito por parte de quem não conhece), mas penso que as pessoas entram em contradição quando condenam alguma coisa, mas quando eles é que são as vítimas, ele me vem com a frase feita: “Tem que respeitar o gosto de cada um”.

Estou cansado de ouvir gente dizendo que quem ouve reggae usa droga, que rockeiro é violento, que sambista é vagabundo, que funkeiro é ignorante. Até quando?

Só sei que nada sei.

E, para terminar, o funkeiro do início da história, aquele que estava sentado do meu lado, dormiu (ênfase no dormiu) ouvindo sua música no celular. Dormiu tanto que não viu o ponto em que tinha que descer. Começou a esmurrar o amigo dele:

— Seu vacilão! Maluco! Vai tomar no cu! A porra do negócio ficou lá atrás. Seu vacilão. Vacilão.

Sinceramente, eu não sabia que as pessoas falavam “vacilão”.

Funkeiro no ônibus: eu também não entendo.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Abrir pasta


Olá! Sinceramente, eu não sei onde eu perdi a minha criatividade. Já percebi que eu começo a ficar mal-humorado quando nada me vem a cabeça. Na verdade, ideias é o que não me faltam; o que eu preciso é de coragem. E criatividade! Não quero desperdiçar as ideias com diálogos vagos por causa da falta de inspiração. Enfim... isso é pra justificar o post abaixo. Eu acho que eu meio que menosprezo os posts que são coisas aleatórias da internet. Depois do desabafo, vamos ao momento "sou vagabundo" do blog.

Nessas conversas que eu tenho pela internet, aprendi a fazer uma coisa que me deixa confuso: às vezes, as pessoas me mandam links de vídeos do YouTube e, pela falta de tempo naquele momento, eu guardo o link na pasta dos favoritos e digo que vou assistir depois. Realmente, eu assisto a maioria, mas alguns milhares ficam esquecidos. Nada melhor do que as férias para eu pôr tudo em ordem (Deixa eu só fazer um comentário: o Google Chrome é lindo! Deu pra eu deixar tudo arrumadinho do jeito doentio que eu gosto)

Coloquei tudo em pastas muito bem separadas e encontrei três vídeos que eu não tenho a mínima ideia do motivo pelo qual eu guardei nos favoritos. E muito menos quem me mandou os links desses vídeos. De qualquer forma, driblando o meu preconceito por bandas desconhecidas de países frios e distantes, decidi ouvir as músicas. E não é que eu gostei! Resolvi compartilhar essa história e esses vídeos aqui no blog: coloquei as músicas em ordem de interesse. Agora é a hora doooooooo... Top Three!


3º lugar: Forest City Lovers - Tell me, Cancer


Desculpa, mundo! Até gostei do vestidinho azul da cantora, mas quem me conhece sabe que eu detesto essas cantoras insossas! Se eu ouvir muito essa cantora canadense insuportável, eu sinto enjoos. É sério! A voz dela também é legalzinha, mas... não dá, filha! Vamos pro próximo vídeo!


2º lugar: Awolnation - Sail


Gente, quem me indicou esse vídeo? Que coisa maluca é essa? A letra foi além do meu entendimento. Mas o negócio é tão sem-noção que eu gostei: o batom vermelho, a chuva falsa, a ruiva descontrolada, o enforcamento, o slow motion... WTF? A música não é das que eu mais amo, mas é um som legalzinho. Mais suportável que o anterior! E o clipe ainda tem making off (clique aqui). 


1º lugar: Alcoholic Faith Mission - Running With Insanity


É! Parece que eu estou começando a gostar dessa paradinha de indie rock! Vou marcar essa data para eu lembrar. Gostei muito desse Alcoholic Faith Mission e amei o clipe. Que ar aristocrático, superior dos dinamarqueses do vídeo. Confesso que não sei reconhecer nenhum integrante da banda no clipe (foto da banda aqui e aqui;FASHION!), mas se eu ainda tiver disposição de procurar outras músicas deles, quem sabe eu não aprenda esses rostinhos. O modelo principal que dá um soco fajuto com certeza não é. Adoro principalmente as roupas desses cantores de indie. E os cabelos! Fiz o download do vídeo e vou ouvir até enjoar. Talvez até na próxima segunda-feira!

São as coisas que uma antiga pasta reserva para nós.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

As canções de amor




Você já amou
Pela beleza do gesto?
Você já mordeu
A maçã com todos os dentes?
Pelo sabor do fruto,
A sua doçura e seu gesto
Já se perdeu algumas vezes?

     Sim, eu já amei
     Pela beleza do gesto
     Mas a maçã era dura
     E quebrei os dentes.
     Essas paixões imaturas,
     Esses amores indigestos
     Deixaram-me mal disposto algumas vezes

Mas os amores que duram
Tornam os amantes exaustos,
E o beijo deles demasiado maduro
Apodrece-nos a língua

     Os amores passageiros
     Têm febres fúteis,
     E o beijo demasiado verde
     Esfola-nos os lábios
     Porque ao querer amar
     Pela beleza do gesto,
     O verme da maçã
     Escorrega-nos entre os dentes.
     Ele roe-nos o coração,
     O cérebro e o resto,
     Esvazia-nos lentamente

Mas quando ousamos amar
Pela beleza do gesto,
Esse verme na maçã
Que nos escorrega entre os dentes,
Toca-nos o coração,
O cérebro e deixa-nos
O seu perfume lá dentro

     Os amores passageiros
     Fazem esforços inúteis
     As suas carícias efêmeras
     Cansa-nos o corpo

Os amores que duram
Tornam os amantes menos belos
As suas carícias usadas
Dão cabo de nós

Música As-tu déjà aimé?
interpretada por Ismael (Louis Garrel) e
Erwann (Grégoire Leprince-Ringuet) em  
Les chansons d'amour.




Trecho do filme "Les chansons d'amour",
de Christophe Honoré

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Bate-papo


— E aí, cara? Como é que tá?

— Ah, na mesma, né! Essa greve...

— Pois é. Três meses já, hein.

— 90 dias!

— 90 dias — o outro concorda. — Tô até vendo os professores ferrando com todos os alunos quando as aulas voltarem.

— Fazer o que, né! É a única arma deles pra conseguir melhorias e tal.

— Pois é.

— Mas já cansei dessa brincadeira. Que palhaçada é essa? Já teve um monte de negociações e não resolveram merda nenhuma. E a gente vai atolando na merda cada vez mais. Isso sem falar nos Policiais Federais e nos Fiscais Ambientais que também ‘tão de greve. Vai dar um nó d’um tamanho nesse país!

— Por isso que o Brasil não vai pra frente. Com um governo desses...

— E aí, a gente perde o ritmo, fica sem fazer nada o dia inteiro...

— No início eu tava até planejando estudar, adiantar as leituras...

— Quem não estava?

— ... mas aí fui acomodando, deixando tudo pra depois.

— A gente fica tenso o tempo inteiro pensando quando as aulas vão voltar. Podem voltar a qualquer momento e, quando voltar, os professores vão socar um monte de trabalho no nosso rabo.

— Foda de-mais! E o povo que estuda em faculdade particular diz que é por isso que não estuda numa Universidade Federal. Não estuda é porque não conseguiu passar no vestibular! Sabe aquela faculdade ali no centro? Então! Junto com a prova do “vestibular” já vem a folha de inscrição e sua grade horária.

— E eles ainda dizem que é férias. Férias o rabo deles!

— Se bem que tem alguns que fizeram da greve suas férias, né. Aquele Renato filho duma quenga foi até pra praia.

— Ah, é?

— Foi, uai. Vagabundo! Tava lá com aquele volume estranho na sunga abraçadinho com a Franciele.

— Sua ex?

— Vadia! Tenho certeza que ela já tinha um trelelê com o Renato antes d’eu terminar o namoro.

— Mas foi ela que terminou.

— Tanto faz. A ordem dos cavalos não altera a carroça.

— Mas eu bem que tava querendo ir pra praia também. Em janeiro.

— Nóoooh! Bão demais, hein! Eu tava querendo ir lá pra Natal passar uma temporada.

— Já conheci Natal. Foi... uns três anos atrás. Fui com aquele amigo meu de BH, lembra?

— Ah, sei!

— Agora tava querendo conhecer Fortaleza. Nossa, vi umas fotos de lá. Tem umas festas loucas na alta temporada. Mas nem vai dar.

— Uai, por quê?

— A gente vai ter que repor as aulas, esqueceu? Essa greve...

— Pois é. Três meses.

— 90 dias!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Alma



Algumas semanas atrás eu fiquei viciado em curtas de animação, e no dia em que eu assisti a dezenas deles, eu decidi que queria colorir meu blog com um pouco disso.

Pensei, pensei...

Não podia colocar qualquer vídeo aqui: tinha que ser alguma coisa que combinasse com o conceito do blog (com coisa que esse blog tem isso); tinha que ser um filme que parecesse com o resto do que é postado nesse humilde blog.

Pois bem! Três me agradaram muito. O primeiro que passou pela minha cabeça foi The Fantastic Flying Books of Morris Lessmore, um filme que me tocou profundamente. Lindo, maravilhoso! Mas eu achei que seria muita presunção se eu dissesse que o ganhador do Oscar de Melhor Curta de Animação de 2012 foi o filme que mais se encaixou no contexto do blog e bla-bla-blá! Desisti desse. O segundo indicado foi The God da Pixar, mas eu achei ele mais engraçado do que eu.  Eu não preciso de nada que me prove que eu sou sem graça. Não quero concorrência dentro de casa. Ou eu sou bobo alegre ou o filme é muito engraçado. Então, a melhor opção foi "Alma", filme escrito e dirigido por Rodrigo Blaas, ex-Pixar. Não posso contar qual foi minha reação depois de assistí-lo para entregar spoiler, mas posso dizer que é impossível que esse filme não te toque de alguma maneira.

— Ah, então você quer dizer que os seus textos também são provocativos, inteligentes e...

— Vá pro inferno! Esqueça o que eu escrevi, aperta o play e assista ao filme.

Boa sessão.

sábado, 2 de junho de 2012

Hoje em dia... [2]

Tem várias épocas do ano que eu gosto de fazer um balanço da minha vida: colocar as cartas na mesa e tentar arrancar confissões de mim mesmo para que eu consiga me entender um pouco mais. Se isso é possível!


Faz um ano que eu escrevi a primeira versão deste post e, relendo o que eu tinha escrito, percebi o quanto eu mudei nesses últimos doze meses. Meu Deus! Como é possível mudar tanto assim?


Resolvi fazer com que esse post no fim do primeiro semestre do ano seja uma forma de eu poder reviver algumas memórias que, no futuro, parecerão estranhas.


Esses sãos os meus motivos. Os motivos pra você ler esse post? Ai, não faça perguntas difíceis!

O que ando assistindo:

Depois de alguns meses de secura sem algo que valesse a pena, volto para a televisão às 9 da noite para assistir novela. “Avenida Brasil” é do mesmo autor de “A Favorita”, que eu já tive a oportunidade de dizer que foi a minha novela favorita (trocadilho desgraçado) preferida.



Uns meses atrás eu também descobri o mundo de “Game of Thrones” e eu nunca pensei que uma história fantástica medieval pudesse me atrair com tanta força.

Continuo com “Tapas e Beijos” e “Glee”, mas também adoro zapear pelos canais e encontrar coisas como “Quem fica em pé?” e “Carrossel”. E quero “Mulheres Ricas” de volta! Fútil e idiota, mas engraçado.

Último filme que assisti e gostei bastante:

Eu nunca assisti tanto filme quanto nessas últimas semanas. Por mais que eu esteja na minha fase ficção científica e curtas de animação, eu assisti muita coisa boa de outros gêneros.

O último filme que eu assisti foi “Cidade de Deus”. Maravilhoso! Já tinha assistido alguns trechos quando ele foi transmitido pela Globo, mas nunca consegui assisti-lo inteiro — isso também acontece com “O Segredo de Brokeback Mountain” e “Carandiru”.

Mas também quero citar um filme mexicano lindo chamado “E sua mãe também”, de Alfonso Cuarón, protagonizado por Maribel Verdú, Gael García Bernal e Diego Luna. Um filme que fala sobre amizade, passado e futuro, maturidade, sexualidade, amor, morte. Uma de suas cenas se tornou uma das minhas favoritas em filmes.

As cenas que falam sobre amizade e futuro me tocaram profundamente. Mas eu vou deixar pra falar sobre isso mais pra frente.




O que ando escutando:

Por mais que eu ouça de tudo sem preconceito, os meus gostos nunca se renovam. Eu prefiro revisitar os meus CDs antigos (quase um pleonasmo) do que procurar coisa nova. É muito raro eu ficar fissurado em algum lançamento.

Atualmente, estou ouvindo muito um CD que marcou a minha infância. A volta do Titanic fez com que a minha paixão por Celine Dion fosse reavivada. Gosto muito de All by myself, mas a que eu mais ouço e fica cantarolando durante o dia todo é The Power of Love. Não existe nada mais lindo.




E, por acaso, também descobri uma música linda que todo mundo deve conhecer da antiga girlband da Beyoncé (quem quiser me dar o DVD Live at Roseland, eu amarei para sempre): Stand up to love. Ouço todo dia de manhã antes de ir pra faculdade.

O que ando comendo:

Vish! Comer? O que é isso?

Ainda bem que temos um dispositivo chamado “fome” para nos avisar que precisamos de comida; caso contrário, eu não me lembraria de colocar alguma coisa na boca.

Digno de nota: descobri que eu odeio rúcula e chicória. Urgh!

Eu sou da geração saúde só que não. Amo bobagem. E eu me lembrei de algo que eu estou comendo frequentemente. Eu detesto pipoca, então, sempre que eu vou ao cinema, eu prefiro comprar um pacote de cookies da Bauducco. amo/sou cookies.



O que ando lendo:

Nem me pergunte! Pela quantidade de textos que eu tenho que ler para a faculdade, é impossível ter tempo para ler algo para o meu bel-prazer (peguei pesado, hein!), mas eu sempre dou um jeito de arranjar um livro de contos — leitura rápido e fácil — para eu não ficar angustiado.

Nesse período em que a universidade está em greve, também comecei a ler “O Nome da Rosa”, do Umberto Eco, que eu estava morrendo de curiosidade desde o ano passado. Tomara que eu termine antes da volta das atividades normais.

Mas o melhor de tudo chegou pelo Correio na semana passada: o meu tão amado e sonhado box de “As Crônicas de Gelo e Fogo”. Vou devorá-los na primeira oportunidade.


O que ando vestindo:

Minhas roupas sofreram muitas modificações. Nesse último ano, por exemplo, comprei o meu primeiro All Star e a minha primeira calça Skinny. Na semana passada também comprei um All Star Skid Grip (eu acho que esse é o nome do modelo) e a minha aquisição mais audaciosa: uma calça jeans vermelha. Deus é mais! Se eu já achava difícil fazer alguma combinação com uma calça básica, imagina com uma colorida! Editorial de Moda, meu filho.



O que ando pensando:

Como eu já disse antes, o tema amizade e futuro mexeu muito comigo nos últimos dias. Eu sempre tive um pouco de inveja de pessoas que fazem amizade com muitas pessoas em pouco tempo: em bares, festas, escolas...

Por mais que eu seja tímido, eu acabei me tornando uma pessoa comunicativa e tinha facilidade em interagir com as pessoas, mas eu acho que eu cheguei a um limite interessante.

Acho que já cheguei a um ponto da minha vida (tenho só dezenove anos; imagina nos quarenta!) que, ao invés de tentar experimentar amizades novas, tentar preservar as que eu já tenho. Cultivá-las com muita atenção para que eu colha bons frutos; acho que em qualquer deslize eu posso perder a safra inteira.

Em quem ando pensando:

Estou pensando em algumas pessoas em especial, mas que não acho necessário nomeá-las. Essas pessoas estão na minha cabeça por alguns motivos: penso no tipo de relacionamento, na maneira como ele pode melhorar, como posso cortar alguns vínculos e como posso ajudar outras outras. Sempre penso que eu posso ser de alguma utilidade.

O que vou fazer:


Tenho notado o quanto eu tenho me exposto para as pessoas. Repensar a maneira como algumas pessoas me veem. Vou tentar não mostrar tanto os meus pontos fracos e saber filtrar — mais? — o que eu ouço.

E tentar deixar as coisas acontecerem naturalmente. É a melhor coisa que eu posso fazer por mim! Eu tentei mudar. Juro! Mas depois da grande revolução, as outras mudanças serão mais sutis. Cheguei ao meu limite.

Obrigado pela atenção!

Até mais.