sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

100 palavras para se lembrar de 2010

A exemplo do ano passado (100 palavras para se lembrar de 2009, 31/12/2009), eu resolvi fazer uma versão 2010. Leiam, relembrem e comentem!


África do Sul

Complexo do Alemão

Holanda

Justin Bieber

Legendários

Relíquias da Morte

Polvo Paul

Marcelo Dourado

Safadeza Oculta

Chile

Passione

Haiti

Restart

As Cariocas

Felipe Neto

Daniel Bueno

Guerra ao terror

Chico Xavier

Espanha

Noel Rosa

OTABOL

Rebolation

Dicesar

Madison Square

Plínio de Arruda

Fluminense

Zakumi

Felipe Melo

ENEM

Luan Santana

Pece Siqueira

Talita Werneck

Formigueiro

Iniesta

Teena

José Serra

Parangolé

Bete Gouveia

Percy Jackson e os Olimpianos

UP

Goleiro Bruno

Casseta & Planeta

Dilma Rousseff

CALA BOCA GALVÃO

Hipertensão

Alexandre Nero

Mônica Iozzi

Mineiros chilenos Dunga

Tropa de Elite

A Pirâmide Vermelha

Tiago Leifert

Maria Gadu

Mano Menezes

Ti-Ti-Ti

Marina Silva

Robert Pattinson e Kristen Stewart

Paul McCartney

Toshi

Punto e Basta!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

De volta ao blog

Depois de uma semana longe do blog, eu estou de volta. Pois é! Passei a semana passada inteira pensando em alguma coisa para escrever. Os dias foram se passando e os posts pensados já não cabiam na data.

Mas parece que passou um ano nessas poucas semanas de férias. Já passou só dezoito dias e eu tive a impressão que eu só fui à escola há uns dois meses.

Primeiro porque eu estava morrendo de ansiedade de ver o resultado do processo seletivo lá da UFU. Eu queria que o dia 20 de dezembro fosse de metal pra que eu pudesse segurar um ímã e ele chegar.

Às 17h eu vi que eu tinha sido aprovado. Bombando o ano que vem lá em Uberlândia! Vou fazer História [trocadilho infame].

Por causa disso, tô na maior loucura pensando onde é que eu vou morar! Eu digo que por enquanto eu tô debaixo da ponte.

Participei de mais churrasco nesses 18 dias do que no ano inteiro. Isso porque ainda tem o Reveillon. Eu tô "churrascando" de quinta a domingo de quase toda semana. Hoje, por exemplo, faz quatro dias seguidos que eu como churrasco.

Vou guardar um espaço pra sexta-feira.

Além disso já passei por outras situações. O melhor (ou não) foi que eu entrei num restaurante que tinha uma porção de batata frita a R$40! Eu não sabia que o negócio era chique: fui de sandália e bermuda. Mas nem me importei com isso. Saí sem consumir. Eu não estava sozinho, claro! Nem foi tão humilhante assim. Foi engraçado.

Mas é como eu estou dizendo. Eu acho que passou um ano nessas semanas. Eu acho que cada dia tá tendo mais de 24hrs. Sei lá, pelo menos umas 36.

Agora, tô aqui pra dizer: "Tô na área" [¬¬ Isso me lembra o Romário].

Até mais.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Qual foi o melhor programa de 2010?

Em todas as emissoras fomos presenteados com programas de qualidade. Às vezes, era impossível sair da frente da televisão. Passamos horas na frente da telinha esperando a próxima atração.

Na Record, o sucesso do ano foi a chegada de Marcos Mion, Felipe Solari, João Gordo, Teena e a turma do Hermes e Renato para o "Legendários".

Na Globo, teve o reality "Hipertensão", as séries "As Cariocas", "A Cura", "Clandestinos - o sonho começou" e "Na Forma da Lei" e os humorísticos "Junto e Misturado" e "S.O.S Emergência".

A MTV investiu no Marcelo Adnet e sua turma no humorístico "Comédia MTV".

E na Band, o programa humorístico de stand-up e improvisação "É Tudo Improviso".

Eu sei que ouve outras estréias — "Os Caras de Pau", "Afinal, o que querem as mulheres", "Busão do Brasil', "Solitários" —, mas eu não podia colocar todas na enquete. Então, coloquei a opção Outros.

Votem, comentem e não sejam apenas mais um. Resultado no ano que vem. rsrsrsrs








domingo, 19 de dezembro de 2010

O Caso da bexiga tímida e do ídolo enjoado

[Nota: eu sonhei com essa história noite passada. Tentei ser o mais resumido]

João Gabriel é um jovem como qualquer outro: 20 anos, no segundo ano de Jornalismo, tem um carro recém-comprado e uma namorada linda.

Bruno Dias também é jovem, mas é rico, famoso e canta música sertaneja. Há dois anos, Bruno Dias era um nome anônimo; hoje é um dos mais falados no rádio e na televisão. Ele prefere viajar em seu jatinho, mas dessa vez a viagem era curta: resolveu seguir de ônibus com a equipe.

Fernanda, uma fã, descobriu essa informação sigilosa. Pegou seu carro e seguiu aquele ônibus gigante com o rosto do Bruno Dias estampado na lateral. O ônibus parou num posto. Fernanda, então, estacionou seu carro vermelho ali mais adiante.

E João Gabriel, o jovem como outro qualquer, também precisava parar naquele posto.

— Só um minutinho, querida — ele disse à namorada.

Ele ia ao banheiro. Mas ele sabia que, se o banheiro tivesse cheio, não seria só um minutinho. Era um problema popularmente conhecido como bexiga tímida. Precisava de absoluto silêncio e privacidade pra conseguir se aliviar. Ele entrou no banheiro e fechou-se num daqueles compartimentos. Claro! A bexiga tímida era contra os miquitórios coletivos.

A equipe do grande astro Bruno Dias desceu do ônibus e foi ao restaurante do posto. Fernanda ficou inconformada de não conseguir ver Bruno no meio daquele monte de gente. Onde estava Bruno Dias?

Dentro do ônibus, Bruno Dias estava verde de enjoo. Precisava tomar um ar. Aproveitaria para ir ao banheiro. Desceu do ônibus de boné e óculos na mesma hora que uns dez homens passavam pelo mesmo lugar indo exatamente para o banheiro.

Fernanda quase não notou o ídolo no meio daquele monte de homens. Ela correu atrás. Eles entraram no banheiro. Droga! Fernanda nunca tinha pensado que uma barreira tão simples a impediria de tocar no Bruno Dias.

E João Gabriel:

— Droga! Eu já tava quase lá e chega esse povo pra me atrapalhar.

Os homens eram evangélicos numa excursão. Alguns já tinha satisfeito as suas necessidades e conversavam animadamente. Enquanto outros, como Miguel, estavam esperando um dos “espaços privados” serem desocupados, pois tinham o mesmo problema de João Gabriel.

Pois é! O banheiro só tinha dois “espaços privados”. Um estava o João Gabriel; o outro foi cedido pelos evangélicos por um jovem desconhecido que estava a ponto de vomitar: Bruno Dias.

Fernanda lá fora pensava num jeito de chamar a atenção de Bruno. O astro sertanejo tava pondo as tripas pra fora. João Gabriel pensava numa cachoeira, numa piscina, numa torneira pingando. E Miguel estava se contorcendo de vontade de urinar.

Uma mulher lá fora começa a gritar: “Socorro! Socorro!”. Na mesma hora, vem um tarado na cabeça dos ouvintes. Os evangélicos aliviados saem em auxílio, mas Fernanda não quer ser achada por eles. Quer que Bruno Dias venha lhe socorrer. Ela fica escondida e os evangélicos pensam que foi brincadeira de alguém.

Depois da gritaria, João Gabriel perde a paciência. Abotoa a calça e sai. Prefere esperar mais duas horas de viagem. Fica aquela sensação ruim de dever não cumprido, mas é melhor do que os loucos quebrarem a porta e vê-lo de calças na mão.

Miguel deu graças e louvor ao senhor quando o banheiro foi desocupado. Foi uma sensação tão boa que tremia e se arrepiava.

Em questão de minutos todos os membros da excursão estavam aliviados e dentro do ônibus. Conversavam sobre a mulher que gritara por socorro e que ninguém conseguiu encontrá-la. Riam.

Atrás de uma árvore, Fernanda esperava. Cadê? Resolveu chegar perto da porta do banheiro. Diria que estava completamente vazio se não fosse por uma tosse no fundo do banheiro.
Entrou timidamente. Bruno Dias estava com a cabeça molhada, escorado na pia, olhando o espelho.

— Preciso de um copo d’água! — ele pediu.

Fernanda furaria uma cisterna para arranjar um copo d’água. Voltou segundos depois com uma garrafa d’água do restaurante.

Ajudou-o a tomar água. Ele e escorou em seus ombros e pediu que ela o ajudasse a chegar ao ônibus. Ela fez. Deitou-o numa cama.

— O que eu posso fazer pra te agradecer?

“Me dar um beijo”, ela pensou. “NÃO. Tenho que parecer inteligente.”

— Você me dá um autógrafo?

— Claro.

— Você tira uma foto comigo?

— Tiro, mas eu vou ficar feio!

— Não me importo. Ah, outra coisa... Você me dá sua camisa?

Foi o dia mais feliz daquela moça. Ela não queria nem tomar banho pra não tirar a sensação dos abraços e beijos de Bruno Dias.

E ela dormiria todas as noites com aquela camisa que tinha um cheiro misto de perfume caro, suor de homem, gente rica e vômito.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Aniversário de casamento (Parte II)

(David abre o álbum e o fecha na hora que vê a primeira foto. Doraci está apenas de calcinha, enquanto tampa os seios com as mãos.)

DAVID: Doraci, você... você ficou pelada pra um homem?

DORACI: Eu não te falei em momento nenhum que o fotógrafo era um homem.

DAVID: Era um homem?

DORACI: Era.

DAVID: Eu sabia. Doraci, como é que você tem coragem de fazer uma coisa dessas comigo. Bem que você tava chegando mais tarde em casa. Era porque você tava tirando a roupa pra um fotógrafo tarado (falava enquanto passava as páginas). Você nunca usou lingeries parecidas com essas comigo, mas teve coragem de vestir pra um desconhecido. Eu sei como são essas coisas coisas. Eles te dão um champanhe, pra vocês ficarem mais a vontade. Depois pedem pra vocês tirarem a roupa e passam a mão no seu corpo inteiro. (Pausa enquanto olha uma foto) Nunca tinha visto essa tatuagem aqui.

DORACI: (cochichando) David, eu vou te matar. Olha para os lados. O restaurante inteiro tá olhando o seu monólogo. Você é um idiota. E fica com o seu anel (joga a caixinha no colo do David e sai).

DAVID: Espera, Doraci. Desculpa! Peraí.

GARÇOM: Monsieur! Não pode sair sem pagar a conta.

DAVID: Mas eu não comi nada.

GARÇOM: Tem o vinho e o couvert artístico.

DAVID: (gritando) Eu detestei esse cara com esse violão desde o início, não gostei dos preços desse restaurante e você não é francês coisíssima nenhuma. Vão todos para o quinto dos infernos (sai).

(Doraci está na beira da calçada segurando sua bolsa, chorando e chamando um táxi.)

DAVID: Doraci!

DORACI: David, eu detesto as suas crises de ciúmes.

DAVID: Eu sei que eu exagerei. Mas você também exagera, às vezes. Teve uma vez que você queria nos jogar de um precipício.

(Doraci olha para David com cara de cachorro arrependido).

DORACI: Desculpa, eu ter estragado a noite que você programou durante tanto tempo.

DAVID: Não é nada. Quer dizer, talvez o dono do restaurante chame a polícia pra mim, mas... tá tudo bem! Deixa esse táxi e vamos no nosso carro (entram no carro). A gente pode ir comemorar num lugar mais íntimo, mais aconchegante...

DORACI: Adoro, meu marido.

(Aquele letreiro brilhante já se aproxima.)

DAVID: Tô louco pra ver aquela sua tatuagem ao vivo.

DORACI: (com os olhos arregalados) David, onde tá o álbum?!

(Na cozinha do restaurante)

GARÇOM: Fui eu que atendi ela. Gatinha, né! A Janaína que não me ouça, mas olha esses coxão! Queria levar essa txutxuca lá pro baile funk.

COZINHEIRO: E essa tatuagem?! Daria tudo pra vê-la ao vivo. E a cores.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Aniversário de casamento (Parte I)

DORACI: (apaixonada) Que romântica a sua ideia de me trazer a um restaurante no dia do nosso aniversário de casamento.

DAVID: Pois é! Mas eu não sabia que ia ter esse cara com esse violão cantando o tempo inteiro. Tô começando a me arrepender.

DORACI: Calma, amor! Hoje é o nosso dia.

GARÇOM: (fazendo biquinho e falando o r com a garganta) Monsieur, precisa de alguma sugestão para o seu pedido?

DAVID: (olhando o cardápio) Nós vamos querer esse blan...blanquéte de vu... de venu.

GARÇOM: Blanquette de veau. Uma ótima pedida. E o vinho?

DAVID: (cochichando para o garçom) Eu não entendo nada de vinhos. Então, traga um que combine com esse prato e... que custe menos de R$50.

GARÇOM: Oui, Monsieur.

(O garçom sai.)

DAVID: Então, Doraci. Eu acho que agora eu posso te dar o presente.

DORACI: Presente? Que lindo!

(David tira uma caixinha vermelha de dentro do bolso do paletó e abre-a da maneira mais teatral que conseguiu. Exibiu um lindo anel dourado com uma pequena pedra na sua parte superior.)

DORACI: David, que lindo! É mais lindo que a nossa aliança de casamento.

DAVID: Mas quando nós nos casamos eu não tinha dinheiro nem pra comprar um pacote de arroz, né!

DORACI: Hoje em dia também não estamos tão bem assim.

DAVID: (falando alto) Claro que estamos! Esse ano eu fui até promovido.

DORACI: (falando mais alto) Mas... mas... Você andou gastando dinheiro sem necessidade. Você está dando muita importância pro carro e pro futebol.

DAVID: Mas eu tô te dando esse anel e você ainda reclama.

DORACI: Não tô reclamando. Eu só estou...

GARÇOM: Pardon! O vinho que o monsieur pediu.

(O garçom sai novamente.)

DAVID: Desculpe, Doraci. Eu não devia...

DORACI: Eu que peço desculpas. Fui eu que me excedi. (Pausa) Agora, é a vez do meu presente.

(Doraci abre a bolsa e tira um álbum de fotos enorme, daqueles cobertos com veludo. Vermelho.)

DAVID: Você restaurou as fotos do nosso casamento?

DORACI: Não. Com essas fotos nós vamos renovar o nosso casamento.

(David abre o álbum arregala os olhos e vira o rosto. Não quer mais ver aquelas fotos.)

Continua...

domingo, 12 de dezembro de 2010

Desafio dos sete!


Fiquei super feliz quando o Felipe Eller, o Criativo Compulsivo, se lembrou de mim nessa teia feita pelos blogueiros. Resolvi me arriscar no Desafio dos Sete. Realmente, é um desafio! Passei uns bons cinco dias pensando o que eu escreveria.

Então, vou deixar de enrolação (vou seguir a mesma ordem do Felipe):

7 coisas que tenho que fazer antes de morrer:

  1. Lançar um livro (já tá escrito)!
  2. Viajar pela Europa.
  3. Me formar na faculdade.
  4. Fazer um show.
  5. Pular de bungee-jupling e paraquedas.
  6. Ir à Disney!
  7. Ajudar na alfabetização de crianças, jovens e adultos.

7 coisas que mais digo:

  1. Senhor da Glória!
  2. Tá certo!
  3. Que bosta! Que saco! Que droga! (e outras variações)
  4. Tudo bom, querida?
  5. Monete? Eu adoro.
  6. Palhaçada, hein!
  7. Ah, meu pai!

7 coisas que faço bem (a parte mais difícil):

  1. Tocar piano.
  2. Escrever.
  3. Contar histórias.
  4. Conversar (isso inclui falar mal dos outros, fazer amizades e item 3)
  5. Rir.
  6. Fazer os outros rirem.
  7. Organizar as coisas (isso inclui limpar, lavar e similares).

7 defeitos (poderia colocar os sete pecados capitais, mas...):

  1. Ser preguiçoso (o pior disso é não ter disposição, ou coragem, pra entrar numa academia).
  2. Guardar rancor.
  3. Me desperçar facilmente (meu pai que o diga).
  4. Não conseguir dizer NÃO (esse é o pior!).
  5. Ser cético (não sei se isso é defeito).
  6. Ser desconfiado.
  7. Ser influenciável (é uma contradição com o item acima, mas... as duas podem coexistir).

7 coisas que amo (não vou colocar família também. É óbvio demais):

  1. Frio e chuva.
  2. Escola.
  3. Música.
  4. Televisão.
  5. Cinema e locadora.
  6. Livros, bibliotecas e livrarias.
  7. Comida.
(SÓ SETE?)

7 qualidades (vixe Maria!):

  1. Sou engraçado.
  2. Não tenho preconceitos.
  3. Sou compreensível e atencioso (só com algumas pessoas).
  4. Sou esperto (isso se contradiz com "Me desperçar facilmente").
  5. Estou disponível 24 hrs por dia (vou escrever um post sobre isso).
  6. Sou bom aluno e filho (eu acho).
  7. Sou feliz.

7 pessoas pra jogarem também:

  1. Felipe Eller - Criativo Compulsivo (mas ele já jogou obviamente).
  2. Clara - Doce Histeria.
  3. Lúcio - Lá e de volta outra vez.
  4. Lucas - Abra o bico.
  5. Carol e Gab - Café com Lente.
  6. Lucas - IndoRindo.
  7. Giulia - Apenas palavras desconexas.

Ufa! Um favor para os sete convidados: deixem um comentário dizendo que viram o convite. Se não responderem, eu deixo um recado no blog. Obrigado, Felipe Eller.

Obrigado pela atenção!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O último!

Hoje foi o último dos últimos!

Não tem mais volta. As aulas terminaram e não temos mais o consolo de pensar que logo daqui umas semanas nos encontraremos novamente. Não! Dessa vez não tem volta.
Foram anos de muita luta, e durante toda essa viagem encontramos muitas pessoas especiais. A gente virou amigo e seguimos juntos durante muitos anos. Alguns eu encontrei esse ano, mesmo. Mas não são menos importantes que os outros.


Agora, as forças maiores nos separam.

Eu acho horrível dizer “Para sempre”, mas... é inevitável. Mesmo que a gente se encontre por aí não será do mesmo jeito. Agora, cada um segue seu rumo. Conheceremos pessoas diferentes, faremos novas amizades e seremos pessoas diferentes das de hoje.


Não nos veremos todos os dias. Às vezes, não éramos da mesma turma, mas era só atravessar o corredor e chegar de penetra na sala ao lado e dar um abraço, contar uma notícia ou poder dizer pessoalmente: “Ontem eu me lembrei de você!”

E foram com esses amigos que eu cresci e tornei-me quem eu sou hoje. Se eu conhecesse outras pessoas talvez eu fosse mais egoísta, ou menos compreensível, ou talvez menos chato. Mas eu sou eternamente grato.

Grato por cada ato que talvez não seja tão significativo para eles. Nos momentos de alegria, eu tinha alguém pra dividir uma piada; nos momentos de tristeza, eles eram compreensíveis com minha mágoa; nos momentos de raiva, tinha sempre alguma mão pra segurar a minha e controlar a minha ira.


Eu amo cada um de vocês, meus amigos!

Eu vou lembrar-me de vocês até perder a memória. Vou lembrar-me da cor dos seus olhos; do jeito que você anda; do jeito que você sorri; das suas crises de riso; do seu jeito irritante de revirar os olhos e de levantar a sobrancelha. Vou lembrar-me de histórias que vocês me contaram sobre sua avó, seu irmão, seu pai, seu avô, seu namorado. Vou lembrar-me do seu endereço, mas do número do celular eu não garanto.

Esse não é um texto animador, um texto de auto-ajuda. Não! É um texto triste! Ou talvez alegre. Não sei! Cada um tem sua ideia para saudade. E saudade será um sentimento que me acompanhará para o resto da minha vida.

Mas a gente só sente saudade daquilo que foi bom.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

#TopTop2: A melhor minissérie


"Todos acham que eu falo demais/ e que ando bebendo demais."


Nos últimos anos, a Rede Globo se supera a cada ano. Existem muitas minisséries ótimas em décadas passadas, mas nos anos 2000 não tem nenhuma ruim: "A Casa das Sete Mulheres", "Querido Amigos", "Um Só Coração", "Hoje é dia de Maria", "JK" e tantas outras.

Eu amei "JK", mas como eu disse ontem... a música me conquista. "Maysa - Quando fala o coração" foi marcante pra mim. Duvido que tenha sido só pra mim.


Além de marcante para todos os espectadores, foi marcante também para Larissa Maciel e Mateus Solano que alavancaram suas carreiras depois de interpretar Maysa e Ronaldo Bôscoli.


A trilha sonora, a interpretação do elenco e toda a história. A história da Maysa me apaixonou. E eu fiquei mais interessado ainda com as relações entre a história e o diretor Jayme Monjardim, filho da Maysa. No elenco também tinha dois filhos de Monjardim, André e Jayme Matarazzo.

Foi maravilhoso. Incrível. O DVD compessa ser comprado.

Obrigado pela atenção.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

#TopTop2: A melhor música


Mais difícil do que novelas, filmes ou qualquer outra coisa, eleger uma única música é muito complicado. Os nossos gostos musicais mudam de acordo com o nosso estado de espírito, a nossa disposição, a nossa mentalidade. Pois é! De vez em quando queremos ouvir uma música bem leve, mas, às vezes, pra desestressar, a gente liga um rock pesado. Pois é!

Pensei muito. E decidi escolher a música que eu nunca me canso de ouvir, que me cerca há muitos anos. Decidi escolher "Wave".

"Vou te contar

Os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo o amorÉ impossivel ser feliz sozinho"

Primeiro, que eu amo Bossa Nova, Tom Jobim e todo o clima do Rio de Janeiro. Na verdade, eu nunca fui no Rio, mas as músicas traduzem bem a cidade maravilhosa. "Wave" não fala sobre o Rio, mas cada arranjo diferente e toda a malemolência da Bossa Nova me leva a lugares nunca antes visitados.

É original de 1967 e já foi interpretada por Gal Costa, João Gilberto, Oscar Peterson, Marjorie Estiano e, nada mais nada menos que, Frank Sinatra.

Eu acho que Jobim alcançou a perfeição com "Wave".

"O resto é mar
É tudo que eu não sei contar
São coisas lindas
Que eu tenho pra te dar
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho"

Digo que essa música tem o requebrado das ondas no mar.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

#TopTop2: A melhor boyband


Foi de uns meses pra cá que eu comecei a me interessar por boybands. Principalmente as antigas.


Foi uma longa pesquisa e muitos downloads pra eu me apaixonar por esse tipo de formação.

Gostei de muitas — N'Sync, New Kids on the Block, Boyz II Men e Br'oz —, mas a melhor é a maior de todas: Backstreet boys.

Foi o fenômeno dos anos 90 e vendeu mais de 100 milhões de discos.

A única alteração na formação original foi a saída do Kevin, mas os outros continuam desde o início: Howie, Nick, AJ e Brian.


Os caras são demais. Quem viveu nos anos 90 — eu, por exemplo — lembra de músicas como:


"Everybody
Rock your body
Everybody
Rock your body right
Backstreet's Back alright"

Uma música mais atual é Incomplete. Assistam o o vídeo no Youtube e comprovem o que eu disse: http://www.youtube.com/watch?v=qX1MB-XQPnM.

E outra dica é o clipe dos Backstreet Boys com a Shania Twain. Tem o vídeo no Café e Pipoca (From this Moment, 5 de dezembro de 2010).

Até mais.

domingo, 5 de dezembro de 2010

#TopTop2: A melhor série


Não sou muito de ver séries internacionais. Mas o sucesso tão grande e os comentários tão entusiasmados chamaram minha atenção para "Diários do Vampiro".

É de tirar o fôlego. Tanto pela ação, como pela paixão dos personagens que são intensos.

Nessa era de modinha vampiresca, as pessoas podem pensar que eu sou só mais um infectado por esse vírus. Confesso que eu li toda a Saga Crepúsculo, onde os vampiros brilham no sol, mas eu acho que eu sou uma pessoa de opinião. E eu nem gostei tanta da série da Stephenie Meyer.

Mas a história de Elena, Stefan e Damon é quente e instigante.

Damon, o vilão, e Stefan, o bonzinho, já disputaram uma mulher no século XIX, Katherine. Agora retornam à mesma cidade para disputarem mais uma vez o amor de uma mulher: Elena, que é descendente de Katherine.

Além da história principal, os personagens secundários tem histórias independentes: drogados, uma bruxa, uma loira invejosa, um antigo namorado de Elena e outro triângulo (quase) amoroso.

Como eu escrevi no "Café e Pipoca" (The Vampire Diaries, 9 de julho de 2010): Depois de assistir o primeiro episódio, ninguém vai querer sair da frente dessa história incrível.

Até +

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

#TopTop2: A melhor banda


Serginho, Kiko, Cleberson,Paulinho, Feghali e Nando. Os seis integrantes da minha maior influência, os meus maiores ídolos, os meus... os meus maiores tudo. Os caras são muito bons. Eu acho que pode ser a única coisa que eu digo que não pode ser contestada. Roupa Nova é a melhor.

Começaram em 1980, quando eu ainda nem pensava em nascer. E permanecem até hoje com a mesma formação. Tem influência dos maiores do mundo _ The Beatles _, já gravaram com os grandes artistas brasileiros, são os intérpretes originais do Tema da Vitória _ do Ayrton Senna _, recentemente gravaram em Londres, todos os seus discos são recordes de venda... Ufa!

No mês passado, lançaram o CD e DVD Roupa Nova 30 anos. E eu já fui nesse show.

O melhor show da minha vida. Vai ser difícil superar esse. E a melhor banda de todos os tempos.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

#TopTop2: O melhor filme



Da mesma maneira que eu amo televisão, eu amo cinema. E foi difícil escolher o meu filme preferido.

Poderia fazer várias categorias (romance, comédia, terror), mas eu me resolvi. Não há nada
mais perfeito do que as três horas de "Titanic'.

Foi lançado em 1997 e eu só tinha cinco anos. Eu lembro de algumas coisas daquela época, mas nem sei mais quantas vezes eu assisti a emocionante história de Jake e Rose.


Eu nem sei escolher uma cena favorita. Todas são ótimas. Mas posso citar os diálogos entre o casal, as cenas em que mostram a desobediência de Rose, o navio batendo no iceberg, Jake e Rose na proa do navio (cena acima).



Todo o desenvolvimento do navio afundando. Todas aquelas histórias _ os pobres sendo deixados pra trás, o suicídio do capitão, todo o custo para salvar principalmente os ricos_ são incríveis. Habilmente criadas por James Cameron. O cara.

Durante toda a minha vida, quero assistir "Titanic", a obra-prima do cinema mundial.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

#TopTop2: A melhor novela


Dá pra perceber que eu sou muito noveleiro. Mas, antes de 2008 era difícil pra mim escolher a minha favorita (o trocadilho é inevitável). Pois foi nesse ano que estreou a novela mais incrível que eu já vi.


Num ritmo louco de muita ação, João Emanuel Carneiro nos presenteou com "A Favorita".

Eu acho que todo mundo que eu conhecia assistia essa novela. O melhor era que muitos homens conversavam sobre a novela, coisa que ainda não é muito comum.



Aquele início com o jogo do "Quem é a assassina?" me fascinava. Nós tínhamos pena da Flora e detestávamos o jeito arrogante da Donatela. Quando o segredo foi revelado (uma coisa nova em novelas, pois os assassinos geralmente são revelados no último capítulo) a Flora virou a maior vilã que a televisão brasileira já teve. Pode ser comparada a Nazaré, Yvone, Odete, mas nunca igualada. A Flora é superior.

Quando a novela for reprisada no "Vale a pena ver de novo" eu vou assistir na maior alegria. Vale muito a pena.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

#TopTop2


Como eu já fiz uma vez aqui no meu blog, nos momentos de muito aperto no meu dia-a-dia, eu vou recorrer ao recurso #TopTop. Agora, na segunda edição.


Serão 7 posts seguidos falando sobre as minhas preferências, os meus gostos. O melhor, na minha opinião, sobre arte.

Obrigado pela compreensão e na semana que vem (depois do meu vestibular) eu volto com mais textos no Atrás do Horizonte.

Até +

domingo, 21 de novembro de 2010

A Bruxa da Rua Donavan

Júnior é um adolescente que trabalha para um supermercado da cidade. Não se sabe o porquê — o tamanho da cidade ou o movimento do supermercado —, mas as entregas são feitas de bicicleta. Daquelas que tem uma caixa na frente. E Júnior era o responsável pelas entregas.

Mas ele quase nunca saía até muito longe. Uma vez tinha ido num bairro logo acima que tinha muitas ruas sem asfalto; outra vez tinha ido ao último bairro, no extremo norte da cidade; e naquele bairro separado dos outros tinha se perdido uma vez.

O patrão, um senhor simpático de cabelos brancos, óculos e grande nariz, atendeu ao telefone. Uma voz esganiçada, é o que dá pra se imaginar dessa personagem, pediu alguns itens, sempre explicando para que seria usado:

— Quero meia dúzia de agulhas — leitor, não se esqueça da voz esganiçada! — e um retrós de linha para a minha costura. Quero uma caixa de velas. Sim, pois na noite passada cortaram a energia da minha casa. Ficamos no breu sem velas. E traga muitas caixas de fósforo. Um maço de caixas de fósforo. Sim! Preciso queimar... coisas... velhas. E traga uma cachaça. Branca. Não quero aquelas coisas aromatizadas. Aqui em casa já tem muita canela, hortelã e arruda.

— Qual é o endereço?

— Rua Donavan, nº 13.

O dono do supermercado desligou o telefone quando o pedido tinha sido feito. Estava com a cabeça tonta de tanto ouvir a mulher falar.

A Rua Donavan ficava bastante longe. Não era no fim da cidade, mas Júnior deveria atravessar muitos bairros até chegar à casa da cliente.

Júnior colocou as sacolas dentro da caixa da bicicleta e saiu. Gostava de andar em alta velocidade; voar baixo, como dizia para os amigos. Ele chegou ao bairro e levou muito tempo para encontrar a rua procurada.

Desceu por um conjunto de prédios decrépitos, umas antigas instalações de fábricas, mercados, estoques e, diziam, até uma cadeia. Marcos, amigo de Júnior, conhecia aquele prédio: dizia que era possível ouvir gritos durante a noite.

Um calafrio desceu por sua espinha.

Número 13. Um número instigante. Uma casa sem pintura, um portão de madeira caindo aos pedaços; sem capainha, já se podia supor. Com os nós dos dedos, Júnior esmurrou o portão de madeira.

Um homem enorme abriu o portão. A descrição é de baixo pra cima, que é menos assustadora: estava de chinelos, calça surrada até não poder mais amarradas por um cordão, sem camisa — daquele físico chassi-de-grilo, com pelos nos umbigo —, um colar de conchas — pelo menos parecia —, dentes amarelos e um cabelo cinza gigantesco que se estendia pra todos os lados: alto, baixo, direita e esquerda. Poderia ser confundido com um hippie nos anos 60.

— Que que você quer aqui, moleque? — Pra completar, um hálito horroroso.

— É... é... cof, cof... eu trouxe uma entrega.

— Entrega? É a galinha?

— Não. É do super-mer-mercado. — Ele olhou dentro da sacola. — Tem... é... algumas... velas, fósforos e... agulhas e linhas.

O homem tomou a sacola da mão do menino numa velocidade assustadora. Júnior teria desmaiado, mas ele precisava viver até o próximo capítulo dessa história.

— Entra.

Não teve como recusar. O homem gigante lhe puxou pelos braços e bateu o portão de madeira.

Tudo dentro daqueles muros altos era sujo: penas e folhas espalhadas por todo o jardim — se aquilo poderia ser chamado de jardim —, restos de comida jogados num canto, ratos e galinhas e gatos coexistiam naquele ambiente. Uma mancha vermelha pareceu sangue aos olhos assustados de Júnior. “Eu quero a minha mãe”, foi a única coisa que ele pôde pensar antes de chegar a mulher.

Panos e mais panos cobriam o pedaço mínimo de gente que andava. Abraçada a um gato, muitas penas e folhas no seu cabelo grisalho, diferente de sua boca que tinha poucos dentes. Dois, talvez.

O homem estava ao seu lado com um guarda-costas. “Seu filho”, pensou Júnior.

— Trouxe toda a mercadoria, meu jovenzinho?

Ele respondeu com um gesto. O seu corpo estava tenso, mas ele tentava disfarçar o medo. Mas ele sabia: os olhos são incapazes de mentir. E aquela bruxa que fazia rituais com gatos, galinhas, ratos, acendia velas para iluminar a macumba, que bebia cachaça nesses ritos e fazia bonecos de pano com aquelas agulhas e aquelas linhas lhe olhava sempre nos olhos, como se querendo descobrir algum segredo.

— Me dá o dinheiro — ela disse para o homem. Júnior, agora, concluiu que ele não era filho da bruxa. Só se aquela mulher fosse tão doida que beijava um filho na boca tão ardentemente. Ela lhe passava a língua murcha pelo pescoço, no peito, até a barriga. Ele tinha quase o dobro de sua altura.

— Eu não tenho — ele respondeu.

A bruxa velha riu. Seu parceiro também.

— Não quer entrar pra tomar um chá — ela fez o convite ao rapazote.

Júnior teria atravessado aquele portão de madeira no peito se ele não tivesse aberto. Montou na bicicleta e, agora sim, voou baixo. Seu patrão teria que descontar aquele dinheiro do seu salário, mas ele não voltava no nº 13 da Rua Donavan.

Naquela noite custou dormir. Quando conseguiu, teve pesadelos. Imaginou cenas íntimas do homem gigante e da mulher de dois dentes. Sonhou com os bonecos de cera, com as galinhas sacrificadas e nos ratos que viviam dentro do armário onde aquela mulher guardava o chá que tinha lhe oferecido. Acordou assustado quando sentiu a textura daquela língua murcha pelo seu pescoço, no peito, até a barriga...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Se Harry Potter fosse brasileiro...

Eu sei que, pra quem não gosta de Harry Potter, deve estar sendo um porre ver posts quase todas as semanas sobre a série. Mas eu prometo que a frequência vai diminuir com a estreia.

Então, hoje, dia 19 de novembro, é o grande dia. A estreia do filme mais esperado do ano: "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1." Eu não sabia como registrar isso no meu blog, então eu resolvi escrever sobre a tag do Twitter #SeHarryPotterFosseBrasileiro. As melhores estão listadas abaixo.


  • Entraria em Hogwarts pelo Bolsa Bruxo ou pelo ProBrux. Teria o "Auxílio varinha" e o "Vassoura para todos"!
  • A Floresta Proibida já teria sido 80% desmatada.
  • Falaríamos 'Héri Pote'
  • Os Weasley ganhariam Bolsa Família.
  • Ninfadora Tonks se chamaria Marimoon.
  • Dumbledore não teria o dedo mindinho e iria colocar a Umbridge como Ministra da Magia.
  • Snape seria emo, Rony seria colírio e Luna seria da família Restart!
  • A Murta que Geme seria a Joelma do Calypso.
  • O Rony se chamaria Ronyscleidson Wesley da Silva, e teria entrado em Hogwarts pelo PROUNI.
  • Os filmes seriam "A Pedra do Crack”, "A Câmara de Gás”, "O Prisioneiro do Carandiru" e "O Cálice Ou Eu te Mato"
  • Haveria urubus em vez de corujas.
  • O feitiço "Expelliarmus" seria: "Perdeu playboy!"
  • Galvão Bueno narraria os jogos de quadribol.
  • Tom Riddle diria: “Tom Riddle, o caralho! Meu nome agora é Voldemort, porra !!”
  • Nossos órgãos públicos estariam cheios de funcionários fantasmas. Peraí, isso já acontece.
  • Ou passa o colar de ouro madame ou te jogo uma "Avadra Kedavra"
  • Snape não ia andar todo dia com aquele monte de roupa preta pra cima e pra baixo nem a pau.
  • A varinha seria vendida no Polishop e teria mais de 20 funções.
  • Já teriam caído na internet fotos da Gina de calcinha e sutiã.
  • Não estudaria na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e sim na Casa do Preto Velho de Pai Zezinho de Ogum!
  • Gringotes ia ser assaltado de cinco em cinco minutos.
  • O Hagrid já teria a sua cabana reformada pelo Gugu ou Luciano Huck!
  • A tia dos doces no trem a caminho de Hogwarts estaria sempre dizendo “Eu podia estar matando, roubando...”
  • Ele seria revoltado, Edwiges seria um papagaio, Rony moraria na rocinha e Hermione estaria chorando pelo Enem.

Uma homenagem singela ao final épico do mundo de J.K. Rowling.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Coisas da Internet (IV)

Ai, que saudade que eu tava do Coisas da Internet. Fazendo as pesquisas pra esses posts, eu fico impressionado com a mente humana, né! E também, eu fico rindo até não querer mais.

Abaixo, algumas notícias dos últimos tempos (não é sobre 2012, não!).


Senhora de 59 anos incendeia sua casa tentando matar uma perereca (11 de novembro de 2010)
Depois de ver uma perereca no seu banheiro, a mulher fez uma tocha improvisada com um pedaço de madeira e um retalho de pano. Mas esbarrou num vidro de álcool que foi a causa do incêndio. (Link para notícia)(Essa mulher não tinha uma cabeça muito certa, não. Foi queimar a perereca. Que judiação!)

Filme pornô em 3-D está sendo produzido em Hong Kong (14 de maio de 2010)
Dirigido por Christopher Sun, o filme 3-D Sex and Zen: Extreme Ecstasy é a continuação de um filme pornô de 1991. A primeira produção pornô em 3-D será lançada em maio de 2011 e teve o custo de 3,2 milhões de dólares. (Link para notícia)(É umas coisas que... Credo! Imagina o monte de tarado assistindo a essa merda. Os produtores estão dizendo que vai ser a mesma coisa que estar em cima da cama com os atores. Eu encontrei homens que vão assistir esses filmes na notícia abaixo.)

Homens roubam caminhão de Sex-shop (13 de maio de 2010)
Em Plymouth, nos Estados Unidos, um caminhão do Sex-shop Lover's Lane foi roubado com mais ou menos R$ 440 mil em produtos. Entre os produtos estão vibradores, bonecas infláveis, trajes de fetiche e lubrificadores. (Link para notícia)(Queria saber como é que esses caras vão ter tanta criatividade pra usar todos esses produtos. Fica a dúvida.)

Bordel, no Peru, é incendiado por clientes insatisfeitos (30 de setembro de 2010)
Aproximadamente vinte homens queimaram colchões, sofás e outros móveis do prostíbulo na cidade de Ayacucho, no Peru. Eles dizem que foi pela falta de qualidade dos serviços prestados e pelos seus objetos que eram afanados enquanto... eles eram atendidos. (Link para notícia)(É umas coisas, né! Como é que essas prostitutas estavam atendendo os caras? Eu poderia escrever várias sugestões para essa pergunta, mas eu me propus não escrever sobre pornografia no meu blog.)

Então é isso! Aguardem,

Depois tem mais.

domingo, 14 de novembro de 2010

Saindo da rotina

Esses dias atrás eu estava pensando sobre os programas que eu fazia com minha família quando eu era criança. Assim, quando somos crianças nós somos obrigados a andar com nossos pais, mas nós nem nos sentíamos obrigados porque era muito divertido. Hoje ainda são divertidos alguns programas em família, entretanto a inocência e a curiosidade da infância fazem com que a gente aproveite mais.

Enquanto eu pensava, lembrei-me de um programa que era o top dos anos 90 na minha cidade: ir pra beira do rio. A gente falava que ia pro “corgo” (tradução: córrego).

Eu acho que todo mundo que tem mais ou menos a minha idade já foi pro “corgo”. Era, literalmente, um programa de índio. Socar no meio do mato pra comer, nadar e beber.

Primeiro, eu e meus primos ficávamos doidos de ansiedade. Nem dormíamos na noite anterior. A gente acordava às cinco horas da manhã e ia pra cama dos nossos pais gritar:

— Já tá na hora! Já tá na hora!

Depois, a gente enfiava umas dez pessoas dentro de um carro. Não era toda a família que tinha carro, então ia todo mundo amontoado em duas longas viagens até o meio do nada.

A gente chegava muito cedo, a água ainda tava fria. Então, a gente não nadava de imediato. Ficávamos de chinelos, com os pés na água; depois, a gente se sentava na água; depois a gente pulava no rio; depois precisava de adulto pra socorrer alguma das crianças que tinha se afastado e tava se afogando lá longe.

Outra característica do lugar eram as pedras. Eu tenho os pés muito fracos. Eu tinha que andar sempre de chinelo, enquanto meus primos corriam naquelas pedras que quase cortavam o meu pé. Já teve momentos que eu tinha que nadar de chinelo. Nossa!

Aí, era a hora do almoço. Pois é! A gente juntava uns tijolos, colocava carvão, uma grelha e fazia de fogão. As panelas eram as mais velhas pra não jogar coisa nova fora, né. Era arroz, feijão e um pedaço de carne feito na churrasqueira mais na frente. As crianças de sunga e biquíni (não necessariamente ambos) enroladas numa toalha, com o nariz escorrendo, comendo num prato esmaltado e bebendo um refrigerante morno.

Nossas mães não deixavam que nós entrássemos no rio depois do almoço. Depois de quinze minutos a gente já perguntava se podia entrar.

— Não!

Depois de meia hora.

— Não!

Depois de trinta e cinco minutos e muita insistência, a gente entrava no rio. No final do dia, nós estávamos gelados, com os dedos enrugados, tremendo, com uma toalha enrolada nas costas. Mas felizes como pintos no lixo.

Hoje em dia, a moda do Triângulo Mineiro é ir à represa. Eu não gosto muito. Muitas pessoas não gostam. Mas a gente gostava de ir pro “corgo”. Então, a gente gosta de recordar os tempos da infância; do tempo que éramos simples, inocentes e humildes. Muito bom!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

ENEM


Pois é! Esse ano foi a terceira vez que eu fiz o Exame Nacional do Ensino Médio. Conhecido como ENEM (ou NENÉM, para os imbecis), a prova continha 190 questões e uma redação. Foram mais de 4 milhões de participantes. E as pessoas ainda queriam que tudo desse certo. Sem lógica, mesmo.

É nessas horas que eu agradeço de ter nascido em cidade pequena.

Foi um dos assuntos mais comentados. O Twitter estava lotado de mensagens de indignação e... esqueci a palavra... Humilhação? Vexação? Tá não interessa. Tava zoando o Inep: “Errar é humano. Errar muitas vezes é Inep.”

Saíram até notas dizendo que o Inep processaria os engraçadinhos. Meu filho, quem tá na chuva é pra se molhar. No Twitter, tem que dar a cara a tapa.

No Fantástico ontem, mostrou alunos que ficaram em dúvida sobre o gabarito trocado. Ou o candidato é burro ou é o aplicador. O meu aplicador disse para desconsiderar os títulos e marcar na ordem do Caderno de Questões. Alguma dúvida?

Santa Maria! Pessoa não estava preparada pra fazer o ENEM.

Mas apesar de tudo... Na verdade, apesar de tudo pr’os outros. Pra mim não teve nada. A prova tava inteira, o gabarito tava errado, mas não teve dúvida (¬¬), a redação não foi sobre política... E entre mortos e feridos... é... salvaram-se quase todos.

P.S. Desculpem-me pelo título. Gastei toda a minha criatividade ontem.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A intimidade dos clientes

O cotidiano atrás do balcão. É isso que eu, Beto, me propus a contar quando eu comecei a escrever. E eu me lembrei de uma história numa época que eu trabalhei muito atrás de um balcão. Eu tinha 17 anos quando fui contratado para trabalhar numa locadora de filmes.

Isso foi há seis anos, então, ainda existia as fitas VHS, que estavam sendo substituídas pelos modernos DVD’s, que ficarão obsoletos com a chegada do Blue-Ray e... deixa pra lá!

Nessa locadora eu aprendi muito sobre várias pessoas: sobre vizinhos, clientes do restaurante do meu pai, sobre colegas de escola (eu ainda estudava, na época), conhecidos de vista e outros completamente inéditos.

Na locadora, as pessoas se revelam. Claro que alguns ainda disfarçam dizendo que aquele filme é pra irmã, pra mãe ou pra um amigo; a gente acredita. Mas, pelo comportamento da pessoa, dá pra saber se ela está mentindo.

Por exemplo, tinha um cara gigante, daqueles que a gente está acostumado a ver vestido de jaqueta de motoqueiro naqueles filmes de ação, que adorava pegar filmes de comédia romântica. Tipo Julia Roberts e Sandra Bullock. Esse, pelo menos, era sincero.

— Não! Esse eu não quero. Já assisti.

Eu também atendi uma mulher que sempre queria filmes que as mulheres apareciam... sem a parte de cima do vestuário.

— Quero ver os peito de fora. Senão, não tem graça.

— Senhora, temos...

— Senhora é o caramba.

— É... então... — eu gaguejava, — é... temos aquela sessão destinada ao público adulto.

— Eu não quero filme pornô, não, filhote! — Ela batia no meu rosto. Eu acho que era pra ser um carinho.

Era um porre tentar achar um filme pra essa mulher. Mas era por causa de clientes assim que eu podia levar uns cinco filmes pra casa. Por dia. Quando ela voltava lá eu já ia dizendo os filmes que... que... ela gostava.

E tinha uma senhorinha. Sempre as senhorinhas. Ela andava com a bolsa, o vestido e os sapatos combinados (geralmente rosas), com um prendedor no cabelo e um guarda-chuva. Ela gostava de filmes de guerra.

— Temos esse aqui, dona Amélia — eu mostrava. Não tinha gostado muito desse filme, mas... ela gostava de guerra, né?

— Não, esse eu não quero. Eu gosto de filmes que tenham muito sangue.

Ela dava ênfase na última palavra. Preferia procurar os filmes com as mulheres peladas pr’aquela outra do que procurar um filme que tenha corpos mutilados e cabeças decepadas pra dona Amélia.

Tinha ainda os adolescentes. Já apareceram garotos marrentos pegando filmes de desenho e de romance; meninas sérias que gostam de filmes diabólicos; e patricinhas que gostam de filmes de terror:

— Que tenham morte! — elas diziam, rindo.

E por último. Os solteirões. Talvez seja o pior tipo de cliente de uma locadora. Não tem esposa, filhos, nem mais nada de útil para fazer. Gostam de pegar muitos filmes de sacanagem.

— Um pornozão, aí, pra gente!

Era um constrangimento. Os caras traziam aqueles filmes que eu tinha até nojo de encostar: as capas todas emporcalhadas e mal-cheirosas. Com aqueles títulos luxuriosos, as imagens um pouco... assustadora, às vezes.

E sempre éramos obrigados a usar esses nomes numa conversa à toa.

— É da casa do Tiago? — eu liguei para um cliente, uma vez.

— Sim. É a mãe dele falando.

— Ele precisa devolver uns filmes aqui na locadora. Já estão com uma semana de atraso.

— Ah, é. Eu nem vi esses filmes. Vou procurar aqui em casa. Como que eles chamam?

— O nome? É... tem “Potranca trampolim”, é “Agachada e vai de costas” e... Esquece, eu ligo mais tarde.

Um dia, esse mesmo Tiago, um cara peludo de uns 40 anos, começou a gritar dentro da locadora indignado com a mudança de uma atriz.

— Assisti esse filme aqui e fiquei decepcionado com essa atriz. Não tinha nada nesse filme. A mulher ficou de roupa o tempo inteiro. Ela tinha que continuar fazendo os pornô, mesmo.

— Senhor, tem adolescentes na locadora.

Como se eu já não tivesse ouvido coisa pior nesse vida, né?

— Não apareceu nenhuma vezinha sem roupa. Nem a parte de cima. Que decepção!

E isso foi só o começo de mais um emprego que ainda vai render muita coisa.